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Mercedes-Benz ainda não detecta sinal de saída da crise

A Mercedes-Benz, líder do mercado brasileiro de caminhões, aponta que ainda é cedo para esperar recuperação da demanda por veículos comerciais. No primeiro semestre as vendas de caminhões encolheram 32% no Brasil. Apesar de ter aumentado a participação no período para 30%, a empresa ainda não aposta em alívio nas condições duras da economia. “Eu sou otimista, mas ainda não há sinal consistente de que a crise tenha chegado ao fim”, afirma Ari de Carvalho, diretor de vendas e marketing de caminhões da companhia.
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Giovanna Riato

25 jul 2016

1 minutos de leitura

Segundo ele, além da queda do volume de vendas, a companhia administra o impacto do aumento dos custos com a inflação e alta dos insumos, valores que não podem ser repassados ao cliente neste momento. “Hoje vendemos caminhões com preços de 2009. A relação entre receitas e custos está muito desequilibrada”, avalia o executivo.

Por enquanto, Carvalho não arrisca traçar um prazo para a recuperação das vendas, que na opinião dele seguem afetadas pela crise política e econômica, que ainda não tem solução. Ainda assim, ele enfatiza que o potencial do mercado brasileiro de caminhões supera o momento atual. “A Mercedes-Benz está há 60 anos no Brasil e já passamos por diversas crises aqui. Elas terminam em algum momento e, se não chegamos ao fundo do poço, estamos muito perto dele. Falta um componente significativo que indique o fim deste ciclo de contração”, diz.


Assista à entrevista exclusiva com Ari de Carvalho, diretor de marketing e vendas de caminhões da Mercedes-Benz: