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Mercedes-Benz apresenta nova geração de câmbio automatizado

A Mercedes-Benz avança para fora da estrada e lança a segunda geração do câmbio automatizado Powershift, dedicada ao mercado off-road: a transmissão passa a equipar os modelos vocacionados Axor 3344 e 4144, especialmente indicados para operações mais severas, como o transporte na indústria canavieira, em madeireiras, mineração ou mesmo na construção civil, caracterizadas por locais sem pavimentação, com pistas de terra e topografia irregular. A montadora informa que os preços são de R$ 400 mil para a versão 3344 e de R$ 430 mil para a 4144.
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Redação AB

04 nov 2016

4 minutos de leitura

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Adaptado da primeira geração do Powershfit, amplamente utilizado pela montadora em seus caminhões rodoviários, o câmbio automatizado de 12 velocidades e sem pedal da embreagem traz a tecnologia de sensor de inclinação, capaz de identificar o tipo de topografia e seu ângulo (se rampa, subida ou plana) e, de forma automática, seleciona e aplica a marcha mais adequada, tecnologia também aplicada no extrapesado Actros e no semipesado Atego. O câmbio automatizado pode ser operado no modo automático ou manual, dependendo da preferência do motorista.

“O novo Powershfit foi desenvolvido para o mercado fora de estrada: foi mais de um ano de testes no Brasil em campos de prova e em parceiros frotistas das áreas de mineração, cana e transporte de madeira”, conta o engenheiro de caminhões extrapesados Actros e Axor da Mercedes-Benz, Hélio Ribeiro, durante a apresentação do novo câmbio na unidade da montadora em Campinas (SP), na sexta-feira, 4.

Segundo Ribeiro, os testes comprovaram que o tempo de acoplagem diminuiu em 40% com relação a versão anterior, graças à nova engenharia da embreagem. “Isso denota um ganho muito maior em agilidade e principalmente em produtividade”, destaca o executivo. Ele acrescenta que com o sistema de troca correta de marchas, é possível preservar ao máximo o veículo e a embreagem, alongando o período de sua troca, o que pode gerar redução de custos operacionais, menos paradas e etapas de manutenção.

O câmbio Powershift que equipa o Axor off-road conta também com três funções. A Power Mode Off-Road é ligada automaticamente ao virar a chave do caminhão: ela ajuda a ter maior controle da troca de marcha pela posição do pedal do acelerador, evitando trocas desnecessárias. Ao desabilitá-la por meio de uma tecla no painel, entra em ação a função EcoRoll, que coloca a transmissão em neutro quando não há demanda de torque, o que pode trazer redução no consumo de combustível. Por fim, a função Manobra proporciona controle preciso na movimentação em pátios e manobras.

CONFIANÇA FORA DA ESTRADA

Para o diretor de vendas e marketing de caminhões Mercedes-Benz no Brasil, Ari de Carvalho, o segmento off-road é uma das grandes apostas da montadora para o próximo ano. Segundo os dados mais recentes da empresa, até setembro este mercado demandou a venda total de 1,6 mil unidades da marca no Brasil, das quais pouco mais de 1 mil para os setores canavieiro e madeireiro. Segundo o executivo, este volume mantém a montadora como líder do segmento, com 49,2% de participação, 10 pontos porcentuais a mais do que os registros de 2015. “Registramos até agora cerca de 10% a mais de consultas dos clientes do segmento”, revela Carvalho.

Ele também projeta que para o mercado total de caminhões, o setor deve fechar o ano com algo em torno das 50 mil unidades, com viés de alta de pelo menos 10% para o ano que vem.

“Tivemos uma queda séria das vendas na passagem deste ano, mas projetamos uma melhora em 2017. Claro, depende de uma conjuntura de fatores, mas especificamente no off-road há uma demanda muito reprimida. No agronegócio, já observa-se uma reação na cana; há expectativa de crescimento de 2,9% da safra de grãos 2016/2017; a madeira também aponta reação já neste ano enquanto há uma melhora no índice de expectativa para novos empreendimentos nos próximos seis meses na construção civil.”

Apesar de prever 10% de aumento das vendas totais no mercado de caminhões para o ano que vem, Carvalho admite que o volume está muito longe do recorde da indústria registrado há 4 anos, quando as vendas atingiram as 170 mil unidades. Contudo, acredita que a retomada, embora devagar, dará novo fôlego e tempo para a readequação da cadeia.

“Todas as empresas do setor tiveram que se reajustar ao novo tamanho do mercado, portanto, não há condições atuais de atender a demanda se ela voltasse de uma vez, de forma muito rápida. Mas seria um problema muito bom de se resolver.”