De acordo com a empresa, o mercado de pesados está começando a dar os primeiros indícios de aquecimento. Assim a Mercedes-Benz decidiu pela volta dos operários, por causa de encomendas para o grupo de ônibus Belarmino, para o exército brasileiro e para o programa Caminho da Escola, do governo federal.
O sindicato dos metalúrgicos do ABC, em nota, diz que está confiante na preservação dos 1,5 mil metalúrgicos que foram colocados em lay-off desde 18 de junho. “Sempre acreditamos que a defesa do emprego é o bem mais importante para o trabalhador e que o setor de caminhões e ônibus voltaria a entrar nos eixos”, afirma Moisés Selerges, diretor de organização do sindicato e membro do CSE (Comitê Sindical de Empresa) na Mercedes-Benz.
Mas Selerges salienta: “Nossa luta não terminou, pois ainda temos companheiros com contrato suspenso (cerca de 1,1 mil no total) que não estão na produção. Só estaremos satisfeitos quando a economia for mais robusta e os trabalhadores estiverem de volta aos seus postos.” No começo de novembro, a Mercedes prorrogou até 31 de março os contratos temporários de 484 profissionais que já estavam em lay-off e tinham validade até 18 daquele mês (leia aqui).
HORAS EXTRAS
Enquanto os profissionais em regime de lay-off não retornam à produção, a fábrica de São Bernardo do Campo voltou a promover horas extras. Foi o que aconteceu no último domingo, 2. Cerca de 3 mil trabalhadores do setor de agregados (fabricação de motores, câmbios e eixos para caminhões e ônibus) trabalharam por oito horas.
“Ainda não temos definidos novos dias de horas extras, mas essa já é uma resposta a uma retomada de mercado”, informou a assessoria de imprensa da empresa.