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Mercedes-Benz e sindicato vão negociar licenças remuneradas

Após a paralisação de 4 mil trabalhadores da fábrica da Mercedes-Benz organizada pelo sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) na última sexta-feira, 30, a montadora decidiu suspender a decisão de colocar outros 300 trabalhadores em licença remunerada, que passaria a valer a partir da segunda-feira, 2, e por tempo indeterminado. Segundo o sindicato, a paralisação foi motivada pelo fato de a empresa ter decidido pela licença de forma unilateral, sem passar pelo Comitê Sindical de Empresa (CSE). Tanto paralisação quanto a licença já foram suspensas: as linhas voltaram a funcionar normalmente nesta segunda-feira e os funcionários que entrariam em licença também puderam trabalhar nesta data.
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Redação AB

02 set 2013

2 minutos de leitura

Empresa e sindicato concordaram em dar início a negociações sobre a licença remunerada em uma reunião que já estava marcada para a quinta-feira, 5. A Mercedes-Benz informa, por meio de sua assessoria, que as 300 licenças remuneradas se referiam a funcionários do setor administrativo e horistas, não envolvendo nenhum trabalhador da produção. A decisão tinha por objetivo a redução de custos fixos e a reformulação do departamento.

“Esse gesto rompeu com o acordo que o sindicato tem com a empresa de negociar todos os problemas antes de tomar qualquer decisão. Ainda não podemos comemorar uma vitória: este cuidado é necessário porque iremos, a partir desta quinta-feira, dar início as negociações sobre o futuro da fábrica em São Bernardo e será um processo difícil”, disse em nota o diretor de organização do sindicato e membro do Comitê Sindical de Empresa (CSE) na Mercedes-Benz, Moisés Selerges.

A paralisação de sexta-feira foi aprovada por unanimidade durante assembleia realizada na porta da montadora, com os metalúrgicos que entram no trabalho a partir das 14h e 15 horas. Segundo a Mercedes-Benz, a suspensão das licenças remuneradas é por tempo indeterminado, até que se chegue a um acordo com o sindicato. A montadora emprega quase 14 mil pessoas, das quais 12 mil trabalham na unidade de São Bernardo do Campo.