
A Mercedes-Benz informou na sexta-feira, 3, que irá estender a paralisação total de suas linhas de produção no Brasil até o próximo dia 2 de maio. Além disso, revela sua preocupação com a saúde financeira da empresa e confirma que irá negociar com sindicatos dos trabalhadores alternativas para ajustar custos. 
Desde 23 de março a empresa suspendeu as operações das unidades de São Bernardo do Campo, Campinas, Iracemápolis (SP) e Juiz de Fora (MG) como medida para evitar a contaminação dos funcionários pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus. A maioria dos cerca de 10 mil funcionários está em férias coletivas, que inicialmente estavam previstas para durar até 20 de abril e seriam emendadas com o feriado de Tiradentes (21), com retorno ao trabalho no dia 22. Agora a volta ao trabalho foi postergada para 4 de maio, mas a empresa frisa em comunicado que o regresso vai “depender da situação do País”.
Em comunicado, a Mercedes afirma que a extensão da paralisação de suas atividades tem o objetivo de preservar a saúde dos empregados, mas “também, como não poderia deixar de ser, com a saúde financeira da empresa”, que parada pela pandemia não gera receitas.
A exemplo de outras empresas que já decidiram adotar reduções de jornada e salários ou suspensão de contratos de trabalho (layoff) para reduzir as despesas em tempos de caixa curto, a Mercedes informa que irá “iniciar um processo de negociação com os sindicatos a fim de definir alternativas de gestão de mão de obra que possibilitem ajustar nossos atuais custos e volumes de produção à atual realidade”, diz o comunicado.