
Para atrair mais adesões, a montadora elevou o pacote de benefícios: no mês passado, a oferta era de pagamento de R$ 28,5 mil, pagos independentemente do tempo de casa para cada funcionário que aderisse ao programa voluntariamente. Se o metalúrgico já estivesse em layoff – com contrato suspenso – seriam mais R$ 6,5 mil. No PDV atual, aberto até o dia 27, o valor sobe para R$ 11,5 mil, além do fixo. A Mercedes-Benz não informa o número de adesões, mas possui 715 operários em layoff, com retorno previsto para o dia 30 de abril.
A decisão de estender o prazo do PDV se deve à estagnação do mercado de veículos comerciais pesados, cujas vendas caíram 36,6% no primeiro trimestre na comparação com igual período de 2014 (leia aqui).
GENERAL MOTORS
Por sua vez, a General Motors prorrogou o retorno dos 819 trabalhadores da fábrica de São Caetano do Sul, também no ABC Paulista, afastados por meio de layoff, quando o funcionário tem a suspensão do contrato de trabalho. O retorno, que estava marcado para a última sexta-feira, 10, passou para o dia 10 de junho. A decisão também se deve ao excedente de mão de obra na unidade, uma vez que o mercado segue em baixa: a GM registrou queda de 18,7% das vendas no primeiro trimestre sobre mesmo período do ano passado.
Os custos dos próximos dois meses de afastamento serão arcados apenas pela GM, isto porque o prazo legal do layoff é de até cinco meses, período que os trabalhadores recebem R$ 1.304 do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, vinculado ao governo, enquanto a montadora paga uma complementação até o valor integral do salário.
Em novembro do ano passado, a GM afastou 850 funcionários e em janeiro colocou mais 100 em layoff (leia aqui).