
Após encolher ao longo do período da crise, o mercado de vans e utilitários leves volta a respirar e deve encerrar 2019 com um crescimento de 55% com relação ao ano passado, para um total de 31 mil unidades, de acordo com estimativa da Mercedes-Benz, que aposta em curva ascendente do crescimento também para 2020, quando espera um volume 15% maior.
O segmento começou sua recuperação ainda em 2017 mas de forma mais sólida no ano passado, quando se tornou necessária a substituição dos veículos mais velhos. Neste ano, a soma dessas substituições com a formação de novas frotas vem consolidando os bons números do mercado até agora.
Segundo o diretor de vendas do negócio Sprinter, Jefferson Ferrarez, alguns nichos de mercado vêm demandando de forma mais forte, como turismo e fretamento, que estavam estagnados há poucos anos.
“É um setor que está consumindo todo o nosso estoque e ainda faz fila de espera”, afirma. Também houve alta nas entregas de ambulâncias, graças a uma licitação que ocorreu em 2018 e cujos alguns emplacamentos têm sido feitos ao longo deste ano. Na categoria de chassi-cabine, as restrições de circulação em centros urbanos também têm ajudado a elevar as vendas, uma vez que transportadores passam a optar por veículos de carga menores para as entregas urbanas.
Com isso, as categorias de vans de passageiro e furgão têm maior participação no mercado, com 40% cada, enquanto chassi-cabine representa 20% do total emplacado no País atualmente. Segundo o executivo, os números dentro da Mercedes são semelhantes: em vans de passageiros, a Sprinter tem mais de 48% de participação, 33% em furgões e quase 20% nos chassis com cabine. Entre as versões que mais vendem, a van de 4 toneladas é a que mais demanda pedidos (ela é disponível nas opções de 4 e 5 toneladas de PBT) enquanto nos modelos de carga, a versão de 3,5 toneladas é a preferida dos clientes.
“Essa escolha pelo utilitário de 3,5 toneladas também reflete a facilidade que o veículo oferece ao poder ser conduzido por motoristas com habilitação da categoria B, bem mais comum e por isso não necessita de profissionais que possuam licença para dirigir outras categorias de caminhões”, comenta Ferrarez.
Os números da empresa comprovam o bom momento: entre janeiro e agosto deste ano, as vendas somam pouco mais de 7,1 mil unidades, crescimento de 58% com relação ao volume de igual período do ano passado, o que confere a liderança da marca no segmento, com 36% de participação.
É neste cenário que a Mercedes-Benz aproveita para lançar a nova geração da linha Sprinter, que chega aos mercados da América do Sul pouco mais de um ano após seu lançamento na Europa, onde foi apresentada durante a edição do IAA Hannover, na Alemanha, em 2018.
Com isso, a montadora consolida sua estratégia de oferecer o mesmo veículo em diferentes regiões do mundo: o modelo, que será apresentado durante a Fenatran, entre 14 e 18 do próximo mês, é o mesmo que já roda nos mercados europeu e nos Estados Unidos, entre outros.
A nova linha está mais equipada e foi totalmente reformulada com um pacote completo de itens de série em todas as versões. Com 60 opções possíveis de configuração, as vendas começam ainda este ano, enquanto a linha atual que está no mercado será descontinuada já em outubro. Fabricada na planta da Mercedes na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, a qual a empresa investiu US$ 100 milhões na modernização, a nova Sprinter terá seu preço revelado também na Fenatran.