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Mercedes-Benz retoma produção e põe fim ao lay-off

Chega ao fim o regime de lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, iniciado em maio de 2012 (leia aqui). Em nota divulgada na segunda-feira, 17, a fabricante informa que todos os 1,5 mil trabalhadores que estavam afastados voltarão à ativa até 28 de janeiro de 2013, graças à retomada do mercado de pesados no Brasil. Com as vendas em ascensão, a Mercedes também decidiu reestabelecer, a partir de 1º de fevereiro, o segundo turno na área de montagem final de caminhões.
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Redação AB

17 dez 2012

2 minutos de leitura

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Dos 1,5 mil trabalhadores, 484 ainda permanecem com contrato temporário até 31 de março de 2013 (leia aqui). Segundo a Mercedes, se a demanda de caminhões e ônibus da marca continuar aquecida, os trabalhadores serão mantidos em operação. A expectativa da empresa é de 15% de crescimento na produção em 2013 em relação a 2012, quando apresentou queda brusca de vendas, motivada pela entrada da nova legislação de emissões Proconve P7 – que tornou caminhões e ônibus com motorização Euro 5 de 8% a 15% mais caros – e a subsequente desaceleração da economia.

“O anúncio de ferramentas de financiamento adequadas ao setor com regras definidas para todo o ano de 2013, aliado à espera de safra recorde e de investimentos em infraestrutura já impactam positivamente nossa indústria. Além disso, se o crescimento da economia brasileira como um todo for maior do que em 2012, certamente, teremos um excelente mercado de caminhões e ônibus no próximo ano”, declarou Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina.

O executivo comemora o retorno dos empregados: “Estamos muito satisfeitos e orgulhosos por termos superado um dos mais difíceis momentos para a produção de veículos comerciais dos últimos anos no Brasil sem diminuir nosso quadro de funcionários. Além disso, mantivemos inalterado nosso plano de investimentos, que é o maior do segmento, e ainda iniciamos as atividades em nossa nova fábrica de caminhões em Juiz de Fora (MG).”

Durante os sete meses em que estiveram afastados, os funcionários em lay-off tiveram seus salários preservados, além de todos os seus direitos trabalhistas (férias, 13º salário e reajustes) e benefícios (como plano de saúde). Eles participaram de um programa especial de formação avançada e qualificação profissional no Senai, com duração de 300 horas.