
Dos 1,5 mil trabalhadores, 484 ainda permanecem com contrato temporário até 31 de março de 2013 (leia aqui). Segundo a Mercedes, se a demanda de caminhões e ônibus da marca continuar aquecida, os trabalhadores serão mantidos em operação. A expectativa da empresa é de 15% de crescimento na produção em 2013 em relação a 2012, quando apresentou queda brusca de vendas, motivada pela entrada da nova legislação de emissões Proconve P7 – que tornou caminhões e ônibus com motorização Euro 5 de 8% a 15% mais caros – e a subsequente desaceleração da economia.
“O anúncio de ferramentas de financiamento adequadas ao setor com regras definidas para todo o ano de 2013, aliado à espera de safra recorde e de investimentos em infraestrutura já impactam positivamente nossa indústria. Além disso, se o crescimento da economia brasileira como um todo for maior do que em 2012, certamente, teremos um excelente mercado de caminhões e ônibus no próximo ano”, declarou Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina.
O executivo comemora o retorno dos empregados: “Estamos muito satisfeitos e orgulhosos por termos superado um dos mais difíceis momentos para a produção de veículos comerciais dos últimos anos no Brasil sem diminuir nosso quadro de funcionários. Além disso, mantivemos inalterado nosso plano de investimentos, que é o maior do segmento, e ainda iniciamos as atividades em nossa nova fábrica de caminhões em Juiz de Fora (MG).”
Durante os sete meses em que estiveram afastados, os funcionários em lay-off tiveram seus salários preservados, além de todos os seus direitos trabalhistas (férias, 13º salário e reajustes) e benefícios (como plano de saúde). Eles participaram de um programa especial de formação avançada e qualificação profissional no Senai, com duração de 300 horas.