
A Mercedes-Benz adota a tecnologia de redução catalítica seletiva (SCR) BlueTec 5, marca registrada da Mercedes-Benz, que utiliza uréia como agente redutor líquido de NOx automotivo (ARLA 32) no escapamento do veículo para pós-tratamento dos gases de escape.
Os limites mais rigorosos da nova legislação levarão a uma redução de 80% nas emissões de material particulado e de 60% nas emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) nos veículos pesados, em comparação com a legislação atual. Como consequência direta também serão diminuídas as emissões de fumaça e de gás carbônico.
“Além de atender a fase P7, assegurando uma maior proteção ambiental, nossos motores também reduzirão o consumo de combustível, diminuindo o custo operacional e garantindo rentabilidade para os clientes”, disse Leal.
Segundo o executivo, a empresa realizou mais de 20 mil horas de testes de funcionalidade e durabilidade, em bancos de prova e nos veículos em operação. Foram mais de 700 mil km com caminhões e ônibus de variados tipos, em situações extremas de operação nas zonas urbanas, rodovias e fora-de-estrada.
Leal afirma que o processo permite trabalhar com bastante liberdade na otimização da combustão do motor, o que resultará numa queima mais eficiente e na emissão muito menor de fuligem e fumaça. Com a melhor queima o motor emitirá menos gás carbônico, contribuindo também para a diminuição do efeito estufa e o consequente impacto no aquecimento global.
O ARLA 32, armazenado em reservatório específico no veículo, converte o NOx em nitrogênio puro e em vapor de água, inofensivos à natureza.
A eficiência dos motores Conama P7 passará também pelo cuidado rigoroso com os demais componentes do motor e com a qualidade do combustível (diesel com o mínimo possível de enxofre e com maior número de cetano, componente que aumenta a capacidade de queima do combustível), junto com manutenção adequada.
Fenatran
A Mercedes-Benz procura demonstrar as vantagens do BlueTec 5 SCR na Fenatran. Num painel interativo o visitante pode simular o uso da tecnologia, apurando o quanto é possível obter em economia de combustível.
No Centro de Desenvolvimento Tecnológico, o maior da Daimler AG fora da Alemanha para veículos comerciais, a Mercedes-Benz do Brasil investiu em dois novos bancos de prova para o desenvolvimento de motores Conama P7. Os equipamentos de última geração permitem simular as condições do mercado brasileiro e altitudes até 3,2 mil metros acima do nível do mar.
Os testes promovidos pelas Mercedes-Benz utilizam diesel S50. Há também previsão de testes com o S10, combustível em fase final de especificação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.