
Os componentes da unidade abastecem os caminhões e ônibus nacionais e são exportados para outros veículos do Grupo Daimler, como o comercial leve Sprinter, produzido na Argentina, o caminhão pesado Freightliner, dos Estados Unidos e o ônibus Citaro, da Alemanha.
Motores a diesel para uso marítimo, industrial e geração de energia eólica, também são fabricados na planta da região.
Inicialmente apenas uma linha montava todos os propulsores. Hoje a companhia produz quatro famílias de motores na unidade – BR 300, motores leves mecânicos, BR 600, leves eletrônicos, BR 900, médios eletrônicos e BR 450, pesados eletrônicos. Cada grupo tem uma linha de produção própria dentro da fábrica.
Entre os sistemas de produção utilizados atualmente está o just-in-time para o suprimento de peças e processos automatizados, com utilização de robôs.
Histórico
A Mercedes começou a produção no Brasil com motores com injeção direta realizada em uma pré-câmara de combustão. Em 1969 a empresa avançou tecnologicamente com o OM 352, de aspiração natural e potência de 130 cv, a diesel.
Em 1977 começou o desenvolvimento de motores movidos a combustíveis alternativos. O ciclo Otto atendeu caminhões movidos a álcool e o ciclo diesel equipou caminhões a álcool aditivado e a óleos vegetais esterificados.
O motor a gás natural M 352 G, apresentado em 1985, evoluiu e trouxe para a filial brasileira a posição de centro de competência para motores a gás.
As famílias 300 e 400 surgiram na sequência, a partir do OM 366 de seis cilindros, aspirado, de 136 cv e turboalimentado. A partir de 1998 foi inaugurada a era dos motores eletrônicos, com o OM 457 LA, primeiro do gênero a ser fabricado no Brasil.