
Após três anos de uso, o caminhão semileve chassi-cabine Mercedes-Benz Sprinter 415 e o utilitário leve Renault Master Furgão foram os dois modelos de veículos comerciais que menos desvalorizaram, com depreciação de 13,9% e 12,3%, respectivamente, no período apurado desde 2015. Foi o que apontou a quarta edição do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais, em levantamento realizado com dados da Molicar pela Agência AutoInforme, em parceria com a Editora Frota e Textofinal.
O levantamento deste ano apurou a desvalorização média de três anos de 96 veículos comerciais, sendo 17 utilitários leves em quatro categorias (furgoneta, furgão, camioneta de carga e minibus de passageiros) e outras cinco de 79 modelos de caminhões (semileve, leve, médio, semipesado e pesado). “Para formar o índice de depreciação, foram considerados os preços médios dos veículos zero-quilômetro praticados no segundo trimestre de 2015 e seus modelos correspondentes com três anos de uso – abril a junho deste ano –, geralmente prazo inicial de substituição para fins de renovação de frota”, explica José Augusto Ferraz, diretor da Editora Frota.
Embora o estudo de depreciação seja desenvolvido há mais de 18 anos, a partir dos levantamentos da Molicar, é pela quarta vez que a Autoinforme faz a premiação do setor de utilitários e caminhões. Nas quatro edições, de 2015 a 2018, a Mercedes-Benz foi a maior vencedora, ficou com o título de campeã geral em todas as quatro oportunidades e registrou o melhor valor de revenda em 12 categorias de utilitários e caminhões. Na sequência, a Hyundai venceu em três categorias, duas vezes com a menor depreciação geral. Renault e Volkswagen venceram três categorias cada uma e conquistaram um título máximo. Fiat, Ford, Volvo Scania e Iveco também venceram nas categorias, mas nunca anotaram o maior valor de revenda na classificação geral.
“A depreciação depende de vários fatores: do tamanho do veículo, da marca, da rede de revendedores, do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, ao segmento, à origem, ao fato de ter grande volume de venda, à sua aceitação no mercado”, explica Joel Leite, idealizador do prêmio e diretor da Agência Autoinforme.
“Nossa expectativa é que essa certificação possa servir de balizador, para uso de fabricantes e distribuidores de veículos, administradores e proprietários de frotas, bancos, financeiras e seguradoras”, destaca Joel Leite.
OS VEÍCULOS COMERCIAIS USADOS MAIS VALORIZADOS DE 2015 A 2018
