
Hubertus Troska, chefe da Daimler na China, comentou em entrevista à Automotive News Europe: “Há bastante para explorarmos na região. Estamos muito confiantes que este mercado crescerá significativamente nos próximos anos. Nós já temos observado ascensão neste ano e acreditamos firmemente que vai continuar nos próximos.”
Se a meta for atingida, a China se tornaria o maior mercado da Mercedes-Benz, ultrapassando inclusive a Alemanha.
No ano passado, a marca vendeu 206,1 mil automóveis no país asiático (crescimento de 4% sobre 2011), que atualmente é seu terceiro mercado, atrás do alemão e do norte-americano. No mesmo período, as vendas da Audi na China subiram 32%, para 407,7 mil, e as da BMW saltaram 41%, chegando a 313,6 mil veículos. A Mercedes teria se saído pior por falta de renovação do portfólio de veículos.
Yale Zhang, diretor da empresa de consultoria Automotive Foresight, com sede em Xangai, disse que o objetivo de vendas da Mercedes-Benz é factível, devido à variedade de novos produtos fortes que promete apresentar no ano que vem.
O analista do setor Jeff Chung, da empresa japonesa de consultoria Daiwa Securities, diz que até 2020 a demanda por carros de luxo na China deve chegar a 2,7 milhões de unidades, tirando a liderança dos Estados Unidos no segmento premium. A Audi, líder de vendas na China, produz atualmente mais de nove em cada dez carros que vende no país, de acordo com Chung.
LANÇAMENTOS
A primeira aposta da Mercedes-Benz para o mercado chinês será a nova versão do sedã Classe E, que deve ser apresentada no Salão do Automóvel de Chengdu a partir da sexta-feira, 30. Logo na sequência, em setembro, deve ser lançado o sedã Classe S. No próximo ano chega o SUV compacto GLA, a ser produzido em fábrica de Pequim. A Mercedes pretende baratear os veículos produzindo-os localmente, evitando impostos de importação.