
Os motores são alimentados pelo conjunto de três módulos de baterias de íons de lítio com autonomia para 200 quilômetros, suficientes para entregas urbanas ou intermunicipais. Esses acumuladores de energia foram acomodados em um local protegido de colisões, dentro do quadro do chassi.
“Antes a propulsão elétrica tinha uso muito limitado em caminhões. Os custos, desempenho e tempo de recarga se desenvolveram tão rápido que agora há uma inversão da tendência no setor da distribuição”, afirma Wolfgang Bernhard, membro do conselho administrativo da Daimler AG e responsável pela Daimler Trucks & Buses. “Com o Mercedes Urban eTruck, estamos focando na distribuição pesada. Queremos estabelecer a condução elétrica tanto quanto a autônoma e a conectada”, garante o executivo.
A Daimler prevê que os custos com a propulsão elétrica serão reduzidos em duas vezes e meia no período entre 1997 e 2025, de 500 euros/kWh para 200 euros/kWh. E o desempenho irá melhorar em proporção equivalente, de 80 Wh/kg para até 200 Wh/kg.
A propulsão totalmente elétrica já é realidade em caminhões leves, como no modelo Fuso Canter E-Cell. A Fuso, também uma marca da Daimler Trucks, já havia apresentado a primeira geração do Canter totalmente elétrico em 2010. Em 2014 veio a segunda geração, testada em frotas de Portugal. Com autonomia de mais de 100 quilômetros, os veículos ultrapassaram a média diária registrada por muitos caminhões leves de distribuição de curta distância. Sob condições variáveis de operação, eles cobriram mais de 50 mil quilômetros em um ano, com custos operacionais 64% abaixo da média.