
A Mercedes-Benz concedeu a partir da segunda-feira, 15, licença remunerada a todos os funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Permanecem trabalhando somente aqueles com funções essenciais (bombeiros e seguranças, por exemplo). O motivo, segundo a montadora, é “drástica redução de vendas de veículos comerciais nos últimos anos, que provocou um excedente de mais de 2 mil pessoas na unidade”.
Na sexta-feira, 12, em documento emitido pelo setor de recursos humanos, a Mercedes informou que avisaria sobre o retorno às atividades nos próximos dias “e, individualmente, a todos os envolvidos, sobre o encerramento de seus contratos de trabalho”. A comissão de fábrica do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realizou assembleias internas em diferentes áreas para tratar do assunto. Em nota, o sindicato informa que convocou todos os trabalhadores da fábrica da Mercedes-Benz para uma nova assembleia marcada para a próxima quarta-feira, 17, às 10h.
A unidade de São Bernardo do Campo produz caminhões, chassis para ônibus e tem 9,8 mil trabalhadores. Desde fevereiro a Mercedes já mantinha um grupo de cerca de 1,4 mil pessoas em licença remunerada. A nova medida afeta toda a fábrica, inclusive setores administrativos.
No início de agosto os funcionários já haviam recebido comunicado informando a intenção da montadora de demitir 1,87 mil colaboradores (veja aqui).