
A Mercedes-Benz decidiu investir no avanço tecnológico da sua linha de pesados no Brasil. Depois de anunciar a fabricação do Actros em Juiz de Fora a partir de 2011, a empresa apresentou a atualização da linha Axor com a versão Premium. Os modelos custam de R$ 279 mil a R$ 445 mil, com versões 4×2, 6×2 e 6×4 e configurações com cabine estendida e leito teto alto e baixo.
A gama inclui 12 pesados com motor 12 litros que têm como diferencial os freios ABS e o câmbio automatizado ConfortShift de série. Os modelos não trazem alavanca para troca de marchas e prometem mais conforto, redução dos erros motorista e otimização no desempenho do caminhão.
“A Mercedes é a primeira a oferecer esses componentes de fábrica e não como opcionais”, afirma Eustaquio Sirolli, gerente de marketing de produto. “A linha Axor Premium dá continuidade à evolução tecnológica dos pesados no País, iniciada com a chegada dos Actros off-road em 2008 e on-road em 2009.”
Tecnologia
O novo conjunto de câmbio não exclui a presença da embreagem. O motorista indica a intenção de trocar a marcha com um toque, o sistema sugere a melhor marcha no painel e o condutor pisa na embreagem para efetuar a mudança.
A Mercedes avalia que o avanço da tecnologia em veículos comerciais é uma tendência. “Frotistas e empresários vão se atualizar com a chegada de novidades que oferecem ganhos”, avalia Sirolli.
As tecnologias alemãs foram adaptada às condições de uso do Brasil. “Não há uma separação entre a engenharia local e mundial, o sistema foi aprimorado em colaboração entre as unidades para trabalhar em solo nacional”, conta Sirolli.
Mercado
A Mercedes está otimista com a chegada dos novos modelos. “Queremos ampliar a participação em pesados de 25% para 27% até o final deste ano. Parece pouco, mas a briga é boa neste segmento”, garante o gerente de marketing.
De janeiro a junho foram emplacados 4.433 Axor no País, o equivalente a 20% das vendas totais de caminhões Mercedes-Benz no período. “Nossa marca foi a que mais vendeu caminhões pesados no País desde o lançamento da Linha Axor, em 2005, com mais de 40 mil unidades no volume acumulado até junho” – explica Sirolli.
O Axor oferece ar condicionado, climatizador, freio-motor Top Brake ou Turbo Brake, freios a disco, freios ABS, retarder, computador de bordo com planejamento da manutenção do veículo, controle do consumo de combustível e diagnóstico de falhas, limitador e alarme de velocidade, volante regulável e sistema elétrico nos vidros e nas portas.
Para o transporte rodoviário de cargas há versões 4×2, 6×2 e 6×4. Já os fora-de-estrada, com tração 6×4, foram concebidos para tracionar multicomposições, como rodotrem e treminhão, com capacidade máxima de tração de 123 toneladas.
O produto, montado na planta de São Bernardo do Campo, SP, continuará atendendo ao mercado nacional e internacional, tendo a Alemanha como principal destino das exportações. As perspectivas são positivas também a médio prazo já que um mercado que consome hoje 150 mil caminhões deve ganhar ainda mais fôlego com as obras de infraestrutura previstas para os próximos anos.

