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Mercedes quer vender mais carros em 2016

Há cerca de quatro meses como diretor de automóveis da Mercedes para o Brasil e América Latina, Holger Marquardt acredita no potencial de mercado do País, apesar do momento econômico: “Poderemos crescer em 2016”, afirma o executivo. “O mercado premium deve ter alta de 22%”, afirma, referindo-se à soma da própria Mercedes, mais Audi e BMW.
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11 dez 2015

2 minutos de leitura

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Parte do crescimento será decorrente do aumento da rede, que passará de 55 para 61 pontos em 2016. A chegada de pelo menos quatro novos modelos reforça a estratégia: “Em 2016 traremos o GLC (substituto do GLK), o GLE cupê, o Classe C cupê e o Classe S conversível”, afirma.

De janeiro a novembro a Mercedes-Benz teve 15,6 mil automóveis emplacados, total 52,2% mais alto que nos mesmos meses de 2014. Com isso passou do terceiro para o primeiro lugar entre as marcas de luxo, superando Audi e BMW.

A futura montagem local de automóveis aumenta a possibilidade de ganhar terreno: “A fábrica de Iracemápolis (SP) começa a montar o Classe C em março. A produção do GLA terá início no meio do ano. Pode ser em junho ou julho, vai depender do mercado”, afirma Marquardt. A nacionalização de um terceiro modelo deve ocorrer em 2018, já sobre a próxima plataforma para carros compactos.

Entre os fornecedores da nova unidade ele cita a ZF para powertrain e a Android para o painel. Iracemápolis terá capacidade instalada para 20 mil unidades, em princípio destinadas apenas ao mercado brasileiro. Ele não descarta a possibilidade de exportar para o Uruguai em razão do recente acordo assinado recentemente com o país vizinho (leia aqui) e também como forma de compensar um eventual enfraquecimento no mercado interno.

Marquardt já havia atuado na Mercedes-Benz do Brasil entre 2003 e 2006 como gerente sênior de controlling para caminhões e agregados.