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Mercedes vai manter sedã a combustão e matar elétrico

Executivo da montadora alemã descarta fim do Classe S e quem vai para o sacrifício é o EQS
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Redação AB

06 set 2024

2 minutos de leitura

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As incertezas no mercado global de veículos elétricos (VEs) faz as montadoras não só reverem planos de descarbonização, como até de produtos. A Mercedes-Benz surpreendeu ao decretar a sobrevida de um sedã puramente a combustão em detrimento de seu similar elétrico.

Tudo bem que a fabricante alemã já tinha revisado sua estratégia de eletrificação. Só que agora o plano da Mercedes é manter o Classe S em linha na próxima década e encerrar a produção do EQS, SUv que usa a mesma base do maior sedã da marca.


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A revelação foi feita pelo CEO da fabricante, Ola Källenius, à Autocar. O executivo confirmou que uma nova geração do Classe S será lançada após 2030 em versões a combustão e elétricas, sendo que a opção movida a bateria será a sucessora do atual EQS.

“Haverá dois Classes S no futuro: a combustão e elétrico”, resumiu Källenius na entrevista.

A declaração põe por terra o plano anterior da Mercedes de matar seu mais sofisticado sedã antes do fim desta década. Segundo relatou a imprensa europeia no começo deste ano com base em relatórios da empresa, a ideia, até então, era fazer face-lifts no atual Classe S em 2026 e 2029, com encerramento da produção em 2033.


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O EQS, por sua vez, seria atualizado este ano e teria uma segunda geração em 2028. O jogo mudou. Agora, o elétrico vai sair de linha em 2030 e virar uma opção no portfólio da oitava geração do Classe S, prevista para a virada da década, e que manterá motores de combustão. 

Esta futura geração do sedã da Mercedes adotará uma evolução da plataforma MRA II, já usada pelo Classe S atual. A arquitetura é compatível com motores a gasolina, como também com conjuntos eletrificados. 

No começo do ano correu nos bastidores que a Mercedes havia interrompido o desenvolvimento da nova plataforma MB.EA Large, exclusiva para elétricos e que serviria ao novo EQS. Na entrevista à Autocar, Källenius garantiu que a arquitetura ainda está em desenvolvimento. Fica a dúvida se serviria à opção elétrica do Classe S.

Com a permanência do Classe S a combustão no mercado, e a “absorção” de versões elétricas ao portfólio do sedã, a imprensa internacional agora não descarta que “fusões” parecidas ocorram em outras gamas da Mercedes. Como a próxima geração do Classe E.