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Mercosul automotivo, em crise, não sai do papel

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13 mai 2011

3 minutos de leitura

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Paulo Ricardo Braga, AB

Pesquisa eletrônica entre os 677 participantes do II Fórum da Indústria Automobilística, promovido por Automotive Business dia 11 de abril, em São Paulo, indicou diferentes pontos de vista sobre a evolução do Mercosul Automotivo. No levantamento, 31,1% dos votantes afirmaram que o bloco nunca existiu de fato como entidade, 33,3% entenderam que ele só avançará após a solução dos problemas de competitividade na região, 28,9% disseram que ele não decolou porque a Argentina só quer solucionar seus próprios problemas.

As novas restrições ao comércio entre Brasil e Argentina comprovam que o Mercosul Automotivo é de fato figurativo e não saiu do papel, dificultando as negociações e exportações do ‘bloco’ para países de outros continentes. A circulação desordenada de peças e sistemas para montagem de veículos na região vem sendo criticada também por permitir a maquiagem de produtos como se tivessem conteúdo local muito acima da realidade.

A prática é facilitada pela inexistência de mecanismos que permitam rastrear o ingresso e transferência de componentes estrangeiros no Mercosul. Referindo-se ao tema, executivos do segmento de autopeças costumam afirmar que falta formalizar o DNA das peças que circulam pela região, uma alusão ao fato de não se conhecer a real origem dos componentes.

Barreiras não tarifárias, como a imposição de licenças não automáticas, têm marcado a guerra comercial e política entre Brasil e Argentina há anos, que se agrava quando o país vizinho acusa déficits expressivos na balança comercial. Como há forte interdependência entre as indústrias automotivas da região, as iniciativas prejudicam todos os segmentos da cadeia de suprimento e a falta de peças acaba atrasando a montagem de veículos.

Mercado

Dados colhidos por Automotive Business junto à Adefa, entidade dos fabricantes de veículos do país vizinho, indicam que a indústria automobilística argentina pretende montar 800 mil unidades este ano. “O desempenho recorde deve-se em grande parte às exportações endereçadas ao Brasil”, reconheceu o presidente da entidade, Aníbal Borderes.

O Brasil absorveu este ano 80,2% das exportações de veículos argentinos, que somaram 142.773 unidades até o final de abril, cabendo à Europa 7,3%, ao México 3,2%, ao Uruguai 3%, ao Chile 1% e à Colômbia 0,9%.

As exportações do país vizinho cresceram 8,3% em abril, diante de março, para 42.244 veículos, e ficaram em patamar 30,4% acima dos primeiros quatro meses de 2010. As exportações acumuladas este ano subiram 32,4% na mesma comparação. No ano passado, até o final de abril, foram exportadas 107.831 unidades; no ano todo, 447.953 unidades.

A produção de veículos na Argentina somou 72.432 unidades em abril, avançando 2,8% em relação a março e 26,8% sobre o mesmo mês de 2010. A produção acumulada este ano está 27,8% acima da registrada no mesmo período de 2010.

As vendas aos concessionários no mês passado (70.782 unidades, das quais 23.771 produzidas na Argentina) subiram 0,3% sobre março, com registraram um crescimento de 41,7% sobre igual mês de 2010. A evolução nos primeiros quatro meses de 2011 registrou um avanço de 25,3%.