logo

autopeças

Mercosul pode ser 1º mercado global da Marelli

O Mercosul pode ser o principal mercado global da Magneti Marelli em 2012. A estimativa foi anunciada por Dino Maggioni, presidente da companhia para a região, durante o Congresso SAE Brasil, que acontece de 2 a 4 de outubro em São Paulo. No ano passado, o bloco de países ficou em segundo lugar, atrás apenas da Itália, com 19% de participação nos negócios do grupo.
Author image

Giovanna Riato

03 out 2012

2 minutos de leitura

A inversão não é consequência apenas da crise econômica na Europa, que fez as vendas de veículos minguarem. O executivo afirma que os novos negócios conquistados na região são o principal motivo para a mudança. “Estamos aumentando nosso market share no fornecimento para montadoras. Crescemos em ritmo maior do que o do mercado em todas as nossas divisões”, explica.

A companhia entra na disputa pelo fornecimento de componentes e sistemas para as newcomers, empresas com planos de construção de fábrica no Brasil. Uma delas é a Chery, para quem a Magneti Marelli já fornece na China. Há também oportunidades com as companhias já instaladas no País, mas com planos de expansão nos próximos anos. Um exemplo é a Fiat, que pertence ao mesmo grupo italiano.

A montadora investirá R$ 4 bilhões para erguer nova unidade produtiva no município de Goiana (PE), com início da operação programado para 2014. O projeto prevê a instalação de um parque de fornecedores no entorno da planta, aos moldes do que foi feito na fábrica mineira de Betim. Apesar de ainda não divulgar os nomes de todos os parceiros, a organização já admitiu que a Marelli será responsável por fornecer conjuntos de iluminação.

Outras divisões da fabricante de autopeças também deverão compor o parque de fornecedores da Fiat. Além de construir unidade no entorno da fábrica da montadora, a empresa pode levar componentes de outras plantas para abastecer as linhas de montagem da região. Outra possibilidade é produzir na fábrica de chicotes TCA, que a sistemista italiana comprou no início de 2010, em Jaboatão dos Guararapes (PE).

Mesmo antes de estar completamente definida, Maggioni já prevê que a estrutura para atender a nova fábrica da Fiat exigirá investimentos. “Temos alguma margem para aumentar a produção, mas não tanto. Precisaremos de novos aportes”, conclui, ainda sem dar detalhes.


Assista à entrevista exclusiva com Dino Maggioni: