
A diversidade e inclusão são temas prioritários da Meritor do Brasil. E é o que a fabricante de eixos e sistemas de drivetrain para veículos vai mostrar ao dedicar pela primeira vez uma semana temática, de 4 a 8 de julho, com rodas de conversa e divulgação de vídeos para todos os colaboradores. Durante cinco dias serão abordados todos os cinco pilares de diversidade da ONU (Organização das Nações Unidas) em rodas de conversa e palestras para todos os 1.200 colaboradores da empresa no país.
A semana começa com uma palestra sobre “Gerações”, que trata da inclusão de pessoas de diferentes épocas e faixas etárias. Assim como grande parte do setor, a Meritor é formada majoritariamente por profissionais com mais de 60 anos, da geração baby boomer. Por isso, é preciso um esforço para integrar os profissionais de diferentes gerações.
Foco em diversidade na Meritor
No segundo dia da programação de diversidade da Meritor, a CEO de Automotive Business, Paula Braga, e a editora executiva da AB, Giovanna Riato promovem uma roda de conversa sobre diversidade de gênero e a inclusão de mulheres no setor.
Na quarta-feira, duas ONGs vão expor seus produtos para arrecadar renda em prol de Pessoas Com Deficiência (PCDs) em situação de vulnerabilidade social. A semana termina com duas rodas de conversa. A primeira delas é sobre racismo, com a ativista Juliana Mota, que vai contar sobre sua trajetória e como combater o racismo no dia-a-dia. E no último dia de programação, o foco será sobre os direitos e a inclusão LGBTI+ com a Casa Florescer.
“A gente entende que é papel da Meritor compartilhar o aprendizado. É um papel mais do que corporativo, é educacional também”, afirma a diretora Jurídica, Recursos Humanos e Aftermarket para América do Sul, Nathalia Molina, também líder de Diversidade dentro da empresa. “A gente vem conseguindo mudar o mindset dos colaboradores. Colocar uma semana inteira para falar exclusivamente sobre diversidade e, não sobre o nosso produto ou qualidade, é um avanço significativo.”
Diversidade em ações contínuas
A semana de Diversidade é parte de um trabalho maior liderado pelo Comitê de Diversidade da Meritor desde 2020. O grupo promove periodicamente rodas de conversa temáticas com toda a diversidade de colaboradores e realiza ações de comunicação para engajar desde os colaboradores da fábrica até as lideranças. A empresa conta também com um canal de denúncia para reportar situações de discriminação.
Segundo Nathalia, as ações de comunicação, como compartilhamento de vídeos informativos e trechos das palestras, ajudam a ter um canal direto com os funcionários das fábricas. Inclui-los é o maior desafio, por conta do ritmo de produção e da dificuldade de deslocamento para as ações presenciais.
Mentoria para liderança feminina
Um dos programas mais importantes da Meritor é a mentoria para lideranças femininas, estruturado por Nathalia, e que visa preparar mulheres para assumir cargos mais altos e reduzir a desigualdade de gênero no setor automotivo.
As mulheres, hoje, ocupam cerca de 15% dos cargos da alta liderança do setor, segundo o estudo Diversidade no Setor Automotivo 2021, feito por Automotive Business. “É um desafio gigante falar sobre a presença de mulheres porque o nosso setor é historicamente masculino, mas é uma transformação que precisa acontecer”, diz a executiva.
Ela apontou, ainda, que a conscientização promovida pela empresa é essencial para ajudar a quebrar vieses inconscientes.
Apesar de ainda não ter metas para a inclusão de mulheres, a Meritor do Brasil, desde o recrutamento de talentos, busca sempre um público diverso de candidatos. O processo é acompanhado de perto pelo Comitê de Diversidade, que busca combater vieses inconscientes ao observar qualquer ponto de atenção que possa eliminar um candidato que não seja por competência e habilidades.
Primeira líder mulher na América do Sul
Além de estruturar esse projeto, a advogada Nathalia Molina quebra barreiras dentro do setor e dentro da companhia. Há um ano ela se tornou a primeira mulher a comandar uma unidade de negócios da Meritor na América do Sul.
Desde 2015, quando entrou na empresa, a executiva assumiu cargos de diretoria, levou o tema de diversidade para a alta gerência e criou um grupo multifuncional para implementação de proteção de dados.
“Estava acostumada a negociar com sindicato, internamente, e agora estou na ponta com fornecedores do mercado de reposição, o que não deixa de ser diferente da indústria”, afirmou Nathalia. “Mas, apesar disso, não venho enfrentando grandes dificuldades, consigo me posicionar bem e deixar claro qual é o meu papel dentro da cadeia.”