
“Nós não queremos prejudicar quem está aqui ou quem está chegando, mas temos que ser competitivos. Temos que fazer com o que o valor agregado das motos tenha significado”, afirmou Takeushi, lembrando que uma das alternativas será progredir no volume de componentes nacionais da motocicleta. As montadoras mais antigas no País possuem índice superior a 80%, enquanto as mais novas têm cerca de 20%.
A competitividade será necessária para a manutenção dos níveis de vendas, que voltaram a crescer no primeiro trimestre do ano. Em março, último mês em que vigorou a isenção da Cofins, as vendas ao atacado chegaram a 169.285 unidades, alta de 45,6% em relação ao mês anterior. As negociações para o consumidor final subiram 35,3% na mesma comparação.
“O término da isenção deve trazer impactos em alguns segmentos. Mas há também as estratégias das montadoras, que podem assumir parte do aumento”, disse o presidente da Abraciclo. No trimestre foram comercializadas 410.095 motos, expansão de 21,15% ante os mesmos meses de 2009.
Em relação à produção, em março saíram das montadoras 149.762 unidades, aumento de 22,3%. No trimestre, o volume foi 31,15% superior.
Aço
O aumento nos custos da fabricação de motocicletas por conta do preço do aço deverá ocorrer no primeiro semestre de 2010, apontou a Abraciclo. “Se o avanço ocorrer nas proporções que estão sendo discutidas, parte terá que ser repassada ao produto”, afirmou Takeushi.
Eleições
No fim de abril a Abraciclo convocará eleições para escolha da nova diretoria da entidade. As chapas ainda não foram divulgadas. Paulo Takeushi, da Honda Motos, está à frente da entidade há três mandatos, de dois anos cada.