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Metalúrgica Zen começa a vencer os efeitos da crise

O faturamento da metalúrgica Zen, de Brusque, SC, depende quase que 60% da exportação. O principal produto, que é o starter drive para motores de partida, está presentes em praticamente todas as regiões do mundo, em fornecimentos a montadoras e para o mercado de reposição.
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paulo

21 abr 2009

2 minutos de leitura

A empresa mantém três escritórios no exterior, nos Estados Unidos, Alemanha e China.

O diretor de vendas e marketing Luiz Mesquita de Arruda Camargo informa que no Brasil a Zen conquistou um market share no segmento superior a 90% em suprimentos a montadoras e de 70% no aftermarket.

“Em termos globais estamos chegando aos 10%” – garante. Ele entende que a marca é conhecida e respeitada em todos os mercados por conta da qualidade dos produtos.

Com a crise internacional a exportação perdeu fôlego em direção à Europa, que agora retoma as compras. “O mais crítico é o mercado americano, onde temos como principais clientes a Ford e a Remy. No ano passado os Estados Unidos representavam 15% do nosso faturamento, mas o volume praticamente caiu à metade e ainda não há sinais de que a situação possa mudar nos próximos meses” – explica Luiz Mesquita.

E o balanço de tudo, como fica? O ritmo de produção da empresa voltou a 85% do que acontecia há um ano. Apesar da queda, o executivo acredita que há razão para otimismo: “a Zen aprendeu a trabalhar no cenário de cambio desfavorável durante vários anos. Mesmo com o cambio baixo na maior parte de 2008, nosso resultado foi muito positivo, diante de reduções de custo que alcançamos e de nossas estratégias comerciais”.

Sem redução de jornada

No início do ano a Zen – como diversas empresas, pensou em promover uma redução de jornada. Feitas as avaliações, a empresa optou por uma estratégia diferente e considerada otimista, sem redução de jornada e corte de postos de trabalho.

Apostando em uma recuperação no médio prazo, a empresa preferiu manter acesa a produção entre janeiro e março para alimentar estoques. Deu certo. As vendas de abril melhoraram e a empresa acredita que com a relação cambial mais favorável terá condições de ser mais competitiva do que em 2007 e 2008.

“Se tudo correr bem nosso volume de vendas em 2009 será maior do que nos anos anteriores” – aposta Luiz Mesquita.