A empresa mantém três escritórios no exterior, nos Estados Unidos, Alemanha e China.
O diretor de vendas e marketing Luiz Mesquita de Arruda Camargo informa que no Brasil a Zen conquistou um market share no segmento superior a 90% em suprimentos a montadoras e de 70% no aftermarket.
“Em termos globais estamos chegando aos 10%” – garante. Ele entende que a marca é conhecida e respeitada em todos os mercados por conta da qualidade dos produtos.
Com a crise internacional a exportação perdeu fôlego em direção à Europa, que agora retoma as compras. “O mais crítico é o mercado americano, onde temos como principais clientes a Ford e a Remy. No ano passado os Estados Unidos representavam 15% do nosso faturamento, mas o volume praticamente caiu à metade e ainda não há sinais de que a situação possa mudar nos próximos meses” – explica Luiz Mesquita.
E o balanço de tudo, como fica? O ritmo de produção da empresa voltou a 85% do que acontecia há um ano. Apesar da queda, o executivo acredita que há razão para otimismo: “a Zen aprendeu a trabalhar no cenário de cambio desfavorável durante vários anos. Mesmo com o cambio baixo na maior parte de 2008, nosso resultado foi muito positivo, diante de reduções de custo que alcançamos e de nossas estratégias comerciais”.
Sem redução de jornada
No início do ano a Zen – como diversas empresas, pensou em promover uma redução de jornada. Feitas as avaliações, a empresa optou por uma estratégia diferente e considerada otimista, sem redução de jornada e corte de postos de trabalho.
Apostando em uma recuperação no médio prazo, a empresa preferiu manter acesa a produção entre janeiro e março para alimentar estoques. Deu certo. As vendas de abril melhoraram e a empresa acredita que com a relação cambial mais favorável terá condições de ser mais competitiva do que em 2007 e 2008.
“Se tudo correr bem nosso volume de vendas em 2009 será maior do que nos anos anteriores” – aposta Luiz Mesquita.