
A Comissão das Mulheres Metalúrgicas do ABC entregou um documento com demandas prioritárias locais para o Ministério da Mulher, do governo federal.
A Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Denise Motta Dau, participou de uma ação com as profissionais no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Ela afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma somatória de esforços, ações e políticas públicas.
“Temos a tarefa de reconstruir o país sob índices alarmantes. Com uma mulher morta por dia, se tornam ainda mais desafiadoras as ações, pois a cultura de ódio, misoginia, de depreciação à mulher ainda se faz presente de maneira muito forte em nossa sociedade”, destacou Denise.
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No documento entregue à representante do governo, a comissão pede a criação de um convênio com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC. A associação é formada pelas cidades da região, para obtenção de recursos que garantam o atendimento de mulheres vítimas de violência nos abrigos regionais, além da implementação de um espaço para atendimento emergencial por 24 horas.
As metalúrgicas do ABC também cobraram ações sobre violência de gênero na grade escolar do ensino fundamental ao superior, medida protetiva para trabalhadoras violentadas, como a manutenção do emprego, e apoio para garantir o funcionamento das Delegacias de Defesa das Mulheres.
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Ações em andamento no governo
Segundo a secretária, estão em andamento duas frentes de trabalho no Ministério da Mulher. A primeira trata de políticas públicas para criar novos serviços.
“Será retomado o programa ‘Mulher viver sem violência’. A ideia é implementar 30 Casas da Mulher Brasileira nos estados e cidades do interior e no mesmo local estarão a Delegacia da Mulher, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, atendimento social e psicológico, parceria com o Sistema Único de Saúde, inclusive hospedagem provisória às mulheres, e seus filhos de até 18 anos, vítimas de violência”, prometeu Denise.
A outra ação no escopo do governo é voltada a uma mudança cultural em relação ao papel das mulheres na sociedade.
“Neste ponto nós vamos contar muito com o apoio dos sindicatos, movimentos sociais e do Ministério da Educação. A gente quer ampliar, por exemplo, o projeto Maria da Penha nas escolas e nas universidades, colocado em escanteio pelo último governo. Se fizermos um trabalho bom de mudança de cultura, vamos evitar feminicídios e assédios”, concluiu.