
Os metalúrgicos da Caoa Chery de Jacareí (SP) entraram em greve na quinta-feira, 19, em protesto contra as 59 demissões realizadas no dia 18 pela montadora. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, toda a produção foi interrompida.
Com a paralisação, os trabalhadores reivindicam a reintegração dos demitidos, estabilidade no emprego, manutenção dos direitos e licença remunerada para todos. As medidas são uma exigência dos metalúrgicos em razão da crise provocada pela pandemia de Covid-19, causada pelo coronavírus.
Esta é a sexta greve desde o início da produção da fábrica, em 2015, mas a primeira enfrentada pela Caoa desde que se tornou sócia da operação, em novembro de 2017. A última paralisação havia durado um mês e terminou em outubro de 2017, pouco antes de o Grupo Caoa anunciar a entrada para o negócio.
“Os trabalhadores responderam à altura a essa covardia cometida pela Chery. As demissões são inaceitáveis neste momento em que a população mais precisa de seus empregos”, afirma o presidente do sindicato local, Weller Gonçalves.
Segundo a entidade que reúne os trabalhadores, ainda na quinta-feira, 19, haveria uma reunião entre os metalúrgicos e a direção da Chery para discutir as reivindicações e possivelmente definir férias coletivas na unidade como prevenção à Covid-19.