
O valor do reajuste será aplicado para aqueles que recebem até R$ 6.224. Para os funcionários que têm salários acima deste valor, será acrescido a quantia de R$ 560,16 também a partir do primeiro dia do próximo ano.
Também foi acordado um abono no valor de R$ 1.092 para compensar o período retroativo entre outubro e dezembro deste ano e que será pago até o dia 2 de janeiro. O piso salarial na empresa será reajustado em 9,15% retroativo a 1º de outubro. O abono terá valor proporcional para os demitidos neste mesmo intervalo.
“É um acordo que tem um valor econômico muito superior ao que será praticado, por exemplo, pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de todo o estado de Minas Gerais, além das datas de pagamento também serem melhores”, destaca o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, João Alves de Almeida.
Segundo Almeida, no caso da Fiat, se fosse aplicada CCT aprovada na Fiemg, a diferença do reajuste de outubro a dezembro deste ano seria paga no dia 30 de dezembro, enquanto o acordo negociado em separado pelo sindicato garantiu ao empregado da montadora receber no dia 2 de janeiro um abono superior a essa diferença.
Além disso, pelo acordo com a Fiat, os 9% de reajuste serão pagos a partir de janeiro, ao passo que pelo reajuste acertado na Fiemg, os metalúrgicos das demais empresas terão o reajuste dividido em três parcelas: 6% em janeiro, 2% em fevereiro e mais um 1% em março.