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Metalúrgicos da Ford no ABC Paulista terão reunião com presidente

Trabalhadores se reúnem em assembleia e agendam reunião com presidente da Ford (Foto: Adonis Guerra)
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Redação AB

22 jan 2019

2 minutos de leitura

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Em assembleia realizada na manhã de terça-feira, 22, na fábrica da <storng>Ford localizada em São Bernardo do Campo (SP), os metalúrgicos conseguiram agendar uma reunião entre seus representantes e da montadora, incluindo o presidente, Lyle Watters, prevista para ocorrer entre os dias 18 e 22 de fevereiro. Os trabalhadores querem abordar a situação da fábrica paulista, incluindo investimentos e empregos.

A mobilização iniciou com caminhada interna pela fábrica, seguida da assembleia conjunta dos trabalhadores em defesa dos empregos e do futuro da montadora na região. Ao final do encontro, empregados e sindicato decidiram iniciar um processo de mobilização permanente, com a realização de assembleias internas e por áreas até a semana do dia 18 do próximo mês. O encontro entre os trabalhadores durou quase duas horas e após o término, eles voltaram ao trabalho.

“Hoje a Ford, além dos caminhões, produz apenas o New Fiesta e nenhuma planta se sustenta com um só modelo, ainda mais sendo um veículo que não possui vida longa, como a própria empresa já anunciou. Por isso é urgente a discussão de investimentos”, defendeu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Wagner Santana.

Segundo o sindicato, os trabalhadores na Ford têm estabilidade no emprego até novembro conforme acordo coletivo negociado e aprovado em abril do ano passado. O coordenador geral da representação dos trabalhadores na Ford, José Quixabeira de Anchieta, lembrou que o acordo estabelece a discussão de um plano de investimentos.

“Nós trabalhadores fizemos a nossa parte com layoff, PPE, PDV, fusão das linhas de montagem. A cobrança é por esse retorno que estava compromissado pela empresa para viabilizar a fábrica e manter os empregos, cobrar respeito e transparência da direção da Ford”, disse.

“Decidimos que não vamos aguardar novembro chegar, quando termina o período de estabilidade, nem mesmo o segundo semestre. Vamos manter uma mobilização permanente na fábrica, vamos cobrar do presidente, vamos lutar para garantir uma nova expectativa de futuro para os trabalhadores, um cenário diferente dessa indefinição e desse risco que se desenha hoje”, reforçou o presidente do sindicato.</storng>