Na proposta anterior, o lay-off suspenderia 968 contratos e garantiria a permanência deles por mais cinco meses, mas o sindicato havia reivindicado um número menor de envolvidos e maior tempo de garantia dos empregos (leia aqui).
Durante o período de suspensão do contrato, parte dos salários será paga pelo governo, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Os trabalhadores em lay-off também terão direito a receber a participação nos lucros e resultados (PLR) e aos ajustes referentes à campanha salarial deste ano.
Em nota, o sindicato informa ainda que durante as assembleias, os trabalhadores da GM também decidiram cobrar da montadora o cumprimento do acordo assinado em janeiro de 2013, quando a empresa se comprometeu a priorizar a fábrica de São José dos Campos no caso de novos investimentos no Brasil. Atualmente, a montadora mantém 5.350 funcionários na planta, onde produz os modelos Trailblazer e S10, além de motores, transmissões e kits para exportação (CKD).
“Em todo o setor automotivo, estão acontecendo demissões, lay-off e férias coletivas. Mas, ao mesmo tempo, as montadoras não param de enviar seus lucros para as matrizes no exterior. Ou seja, a indústria continua com seus lucros e, ainda assim, quer penalizar a classe trabalhadora. O governo federal tem de assumir um compromisso com os trabalhadores, garantir a estabilidade no emprego e pressionar todas as montadoras para que cumpram o compromisso de não demitir”, afirma em nota o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, conhecido como Macapá.
No dia 14 deste mês, a CEO global da General Motors, Mary Barra, afirmou que a montadora investirá R$ 6,5 bilhões no País até 2018 (leia aqui).