
Os metalúrgicos da fábrica da General Motors em São José dos Campos (SP) aprovaram acordo de layoff para 1,5 mil funcionários da unidade, onde são fabricadas a picape S10 e Trailblazer, além de motores e sistema de transmissão. A proposta foi apresentada por representantes da montadora e aceita pelos trabalhadores em assembleia realizada na tarde da terça-feira, 16, com a participação dos dois turnos. Segundo comunicado do sindicato local, todos os empregados do complexo, cerca de 5 mil, terão garantia de emprego até fevereiro de 2018.
O layoff entra em vigor no próximo dia 5 de junho e vai até 4 de novembro. Os 1,5 mil funcionários que entrarão no programa frequentarão cursos de qualificação no Senai e recebrão o salário integral, parte pago pela GM e parte pago pelo governo via FAT ((Fundo de Amparo ao Trabalhador). Todos terão direito ao 13º salário, reajuste conquistado na campanha salarial deste ano e participação nos lucros e resultados (PLR).
De acordo com o sindicato, durante as negociações, a GM propôs abrir layoff, mas sem garantia de emprego, caso que chegou a ser pauta de duas audiências no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas. “A luta na fábrica vai continuar, agora pela PLR. Os metalúrgicos também aprovaram a mobilização contra os ataques programados pelo governo. No dia 24, vamos ocupar Brasília contra as reformas trabalhista e da previdência e pela revogação da lei da terceirização”, afirma o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
Na próxima quinta-feira, 18, o sindicato também apresentará uma pauta de reivindicação para o Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico Social e Político (Gedesp), em São José dos Campos para pedir que empresários e poder público cobrem da GM o cumprimento do acordo assinado em 2013, que previa investimentos de R$ 2,5 bilhões na fábrica local.