Acordo fechado pelo sindicato e a montadora, em agosto, interrompeu desligamento de 1.840 empregados excedentes da linha de leves até 30 de novembro próximo – 940 trabalhadores tiveram o contrato de trabalho temporariamente suspenso, estão em casa com salários parcialmente pagos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), enquanto 900 seguem trabalhando na montagem do Classic. Também foi aberto um programa de demissão voluntária (PDV), o terceiro na unidade desde o fim do primeiro semestre. Sindicato e GM irão se reunir na próxima quinta-feira, 27, para buscar alternativas que possam viabilizar o retorno dos investimentos à fábrica de São José.
Sindicato e GM disputam há anos um cabo-de-guerra em São José dos Campos. A montadora deixou de investir na planta porque os trabalhadores lá não aceitam a flexibilização dos contratos de trabalho, como por exemplo a adoção de banco de horas que permita a redução da jornada em momentos de baixa produção, com compensação posterior quando o mercado volta a se aquecer. A GM direcionou a maior parte do atual programa de investimentos, que termina este ano, para outras fábricas no País, principalmente Gravataí (RS) e São Caetano do Sul (SP).