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Metalúrgicos da Mercedes entram em greve

Reajuste salarial, PLR e possibilidade de demissões param 8 mil em São Bernardo
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Redação AB

14 mai 2018

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Notícia atualizada em 15 de maio às 11h42
Cerca de 8 mil trabalhadores da Mercedes entraram em greve em São Bernardo do Campo (SP) por tempo indeterminado por reivindicações como reajuste salarial, valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e manutenção de empregos. Os valores não foram divulgados pelo sindicato local dos metalúrgicos por ainda estarem em negociação. De acordo com a entidade, a greve também foi motivada pela intenção da montadora de demitir 340 colaboradores.
Os metalúrgicos também reivindicam a manutenção de cláusulas do acordo trabalhista anterior, como estabilidade para funcionários acidentados e complementação salarial por até 120 dias para os afastados.
O impasse com a PLR estaria relacionado não só ao valor do benefício, mas também à inclusão em seu cálculo de itens exportados como motor, eixos e agregados. Uma nova assembleia ocorreu na manhã de terça-feira, 15, em frente à portaria principal da montadora, quando se decidiu pela continuidade do movimento. Os metalúrgicos estão em campanha salarial desde abril.
Na quinta-feira, 17, o sindicato marcou assembleia com os trabalhadores da Scania para discutir o reajuste salarial a ser aplicado pela montadora e a PLR.