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Metalúrgicos de SBC rejeitam proposta da Mercedes-Benz

Os metalúrgicos da fábrica da <storng>Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, rejeitaram a proposta negociada pela montadora e sindicato que previa a redução da jornada de trabalho em 20%, com redução de salário em 10% por um ano. Em contrapartida, asseria garantida a estabilidade de todos os trabalhadores da unidade também pelo período de um ano, incluindo funcionários do setor administrativo, além do retorno de parte dos 300 demitidos e que estão acampados em frente à fábrica há 26 dias. A proposta previa também a aplicação de metade do reajuste salarial pela inflação em 2016. Em acordo anterior, os trabalhadores já haviam concordado em abrir mão do aumento real, acima da inflação.
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Redação AB

03 jul 2015

2 minutos de leitura

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De acordo com o sindicato dos metalúrgicos da região, a proposta foi votada ao longo da quinta-feira, 2, pelos trabalhadores dos três turnos em urnas dispostas em suas respectivas áreas. A apuração ocorreu durante a noite até a madrugada de sexta-feira, 3.

Ainda segundo o sindicato, as negociações entre trabalhadores e montadora estão interrompidas e não há previsão de um próximo encontro. A fábrica da Mercedes-Benz está paralisada entre esta sexta-feira até o dia 10, com os trabalhadores em banco de horas.

A unidade, responsável pela fabricação de caminhões e chassis de ônibus da marca, emprega cerca de 10 mil pessoas, entre metalúrgicos e funcionários de departamentos administrativos. Segundo a montadora, são cerca de 2 mil o número de trabalhadores excedentes.

Desde o ano passado, a empresa vem adotando medidas, como férias coletivas, layoff, folgas semanais e redução da jornada a fim de equilibrar os estoques altos. As vendas de caminhões tiveram a maior queda entre todos segmentos no primeiro semestre, com retração de 42,1% sobre igual período do ano passado (leia
aqui).

Para a Carcon Automotive, consultoria especializada no setor, após o primeiro semestre fechar com 37,4 mil unidades emplacadas, a estimativa é de que o mercado de caminhões chegará a 80 mil unidades vendidas no mercado interno, o que significa queda de 42% com relação ao volume de 2014.

Normalmente o segundo semestre do ano é um pouco mais forte que o primeiro e nos últimos anos tem respondido por 53% das vendas anuais, fator que pode contribuir para que o segmento alcance uma leve recuperação nesses próximos seis meses.</storng>