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Neste sábado, às 10 horas da manhã, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista reúne os associados para debater as propostas debatidas com as montadoras na sexta-feira. Os dirigentes sindicais já haviam antecipado a possibilidade de greve diante de uma inflexibilidade dos fabricantes de veículos. No segmento de autopeças os reajustes na região foram negociados no patamar de 9%, o mesmo acontecendo na GM de São Caetano e São José dos Campos.
Trabalhadores do setor automotivo estão conseguindo reajustes salariais expressivos, já que as empresas preferem bater o martelo para evitar quebra da produção em momento de mercado aquecido e afastar a possibilidade de greves. Mas há impasses em São Paulo e no Paraná.
A proposta de reajuste salarial de 10,5%, incluindo 5,95% de ganho real e 4,29% de reposição da inflação, não havia sido aceita pelos metalúrgicos da Toyota, em Indaiatuba, e Mercedes-Benz, em Campinas, que entraram em greve na quinta-feira, 16, apesar do esforço do sindicato para concluir o acordo. As mesmas bases foram aceitas na Honda, de Sumaré.
No Paraná, onde atuam Renault Nissan, VW e Volvo, a reivindicação é de 12% de aumento, avanço de 15% no piso salarial e 50% a mais nos abanos. As negociações na região são feitas por empresa. A campanha salarial mobiliza ainda os trabalhadores na Bahia (Ford) e Minas Gerais (Fiat).
Fontes: Estadão e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.