O acordo no Paraná acabou com greves nas duas empresas e levou a 8,65% de correção salarial a serem pagos em setembro e abono de R$ 2 mil. Estão incluídos 100% do INPC, 3% de aumento real e 1% de correção prometido no ano passado.
As negociações prosseguem na Volkswagen-Audi, em São José dos Pinhais.
Os metalúrgicos da General Motors voltaram à greve em São José dos Campos, onde as relações com a montadora nem sempre foram das melhores, e estimularam os colegas de São Caetano do Sul a fazer pressão sobre a empresa.
Na Toyota (Indaiatuba, SP) e na Honda (Sumaré, SP) os trabalhadores obtiveram 10% de reajuste salarial, depois de entrar em greve na segunda-feira. O índice supera os obtido pelos trabalhadores de montadoras no ABC, incluindo 4,44% de INPC e 5,32% de aumento real. Quem recebe acima do teto de R$ 7.833,00 terá reajuste de 50% do INPC. O piso salarial será de R$ 1.275,00.
Na Mercedes, em Campinas, os trabalhadores não aceitaram correção de 6,53% e abono de R$ 1.500, aprovada no ABC.
De olho nas negociações que acontecem com as montadoras, os metalúrgicos do setor de autopeças intensificam a mobilização que se estende a empresas como Toledo, Kostal, Brasmeck, Legas Metgal, Apis Delta, Faparmas, Polistampo, Sachs. O Sindipeças negocia 5,3% de reajuste salarial, que não agrada a categoria.
Fontes: Agência Estado e Diário do Grande ABC.