
Segundo o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos e Região, na rodada de negociações com a montadora feita na terça-feira, 1º, ficou acertado que os outros 32 funcionários dispensados serão priorizados em futuras contratações e que a empresa também se comprometeu a assinar um termo que proíbe a terceirização dos setores de logística e manuseio dentro da fábrica.
Os trabalhadores cruzaram os braços na sexta-feira, 26, após o anúncio da demissão de 40 pessoas pela BMS após a empresa e a montadora rescindirem o contrato. Em três dias úteis, a Chery deixou de fabricar 25 unidades do modelo Celer, o único em linha de produção até agora na unidade de Jacareí, que segundo a montadora, deve começar a montar o New QQ ainda neste mês.
As dispensas foram comunicadas durante a negociação do sindicato com a montadora para incorporar os trabalhadores ao quadro de funcionários da Chery. De acordo com o sindicato, os trabalhadores demitidos eram responsáveis pela separação de peças e alimentação da linha de produção e que por se tratarem de setores que exercem atividades fim dentro da empresa, tal terceirização é proibida por lei trabalhista.
Uma nova reunião entre o sindicato e a Chery deverá discutir a estabilidade de emprego, mas ainda não há informações sobre a data do novo encontro.