
O acordo foi firmado entre a montadora e o sindicato durante audiência de conciliação realizada na segunda-feira, 25, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. Após mais de três horas de negociação, a proposta feita pelo presidente do TRT, o desembargador Lorival Ferreira dos Santos, foi aceita pelas duas partes. Empresa e trabalhadores concordaram ainda com a cláusula que garante o emprego dos funcionários por 60 dias. Na assembleia, os empregados rejeitaram a proposta do tribunal em compensar os dias parados aos sábados, mas aprovaram o desconto de 50% dos seis dias da greve, sendo que a outra metade dos dias será paga pela GM.
“Foi uma greve forte. Os trabalhadores começaram o ano dando um recado claro para a GM. Eles não vão ceder a pressões e vão lutar por direitos e emprego”, disse o presidente do sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
“A GM acredita que essa decisão é positiva, mas não resolve a situação de competitividade do complexo de São José dos Campos visto que a paralisação da operação na fábrica por seis dias só contribuiu para aprofundar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva”, afirma a GM em nota.
Os metalúrgicos da GM entraram em greve há pouco mais de uma semana, no dia 18 de janeiro, após recusarem e proposta da GM em pagar R$ 4.250 na segunda parcela da PLR. Após o início da paralisação, a empresa aumentou o valor para R$ 5 mil, que também foi rejeitado pelos trabalhadores (leia aqui).