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Mário Curcio, AB
Em assembleia deliberativa realizada na manhã deste domingo, 30, os metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes confirmaram sua rejeição a contrapropostas entre 7,5% a 8,5% de reajuste salarial dos grupos patronais e aprovaram greve a partir da próxima segunda-feira, dia 7 de novembro. Eles querem no mínimo 10%.
Em estado de greve, os trabalhadores aguardam novas propostas até o dia 4, sexta-feira. “A inflação dos últimos 12 meses encerrados em outubro deve ficar em torno de 7%. Queremos aumento real significativo”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres.
As paralisações podem ser por segmento econômico ou por região. A categoria, com data-base em 1º de novembro, pede reposição salarial com aumento real, valorização do piso, redução da jornada semanal para 40 horas, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para todos, licença-maternidade de 180 dias e estabilidade aos acidentados, entre outras reivindicações (são 152 ao todo).
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes reúne cerca de 11 mil indústrias e 270 mil trabalhadores. A Campanha Salarial 2011 é unificada com outros 53 sindicatos de metalúrgicos de São Paulo filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e à Força Sindical.