
A decisão foi tomada após assembleia com 7 mil trabalhadores. “São dois anos de negociações na busca de alternativas e não podemos aceitar demissões sumárias como a empresa está tentando fazer”, afirma o presidente do sindicato, Rafael Marques.
Em comunicado, a Mercedes-Benz reafirmou que os 500 colaboradores fazem parte de um grupo de cerca de 750 pessoas em layoff há quase um ano e que a medida foi necessária como forma de tentar gerenciar o número de funcionários na fábrica, que além desses 750 tem outros 1,2 mil excedentes por causa da queda de vendas de veículos comerciais no mercado brasileiro.
Na quarta-feira à tarde, o sindicato encaminhou ofício aos ministérios da Fazenda, do Trabalho, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e à Secretaria-geral da Presidência da República pedindo urgência na adoção do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e de outras medidas de estímulo à economia.
Similar ao modelo alemão adotado no fim dos anos 1950, o programa prevê que em tempos de crise os trabalhadores possam ter redução da jornada de trabalho e continuem vinculados à empresa, recebendo seus salários. A complementação do salário seria paga parte por um fundo governamental e parte mediante a negociação com as empresas. A proposta foi apresentada pela CUT e demais centrais, que aguardam um posicionamento do governo.