
Os trabalhadores da Mercedes permaneceram em greve pelo terceiro dia em São Bernardo do Campo (SP). Os metalúrgicos rejeitaram duas propostas apresentadas pela montadora na tarde de terça-feira, 15, segundo o sindicato da categoria instalado no ABC.
“A primeira proposta era não aplicar o INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor, para correção da inflação sobre os salários], com um abono de R$ 3,5 mil. Outra previa a reposição integral do INPC para salários até R$ 10 mil e abono de R$ 500, mas com redução de 4% na jornada e nos salários dos mensalistas [trabalhadores do setor administrativo] por 12 meses. Elas não contemplam a reivindicação da categoria”, afirma o diretor-executivo do sindicato dos metalúrgicos e trabalhador da Mercedes-Benz, Moisés Selerges.
A entidade que reúne os trabalhadores do ABC não divulgou os valores negociados para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), um dos motivos que levaram à greve. Os metalúrgicos iniciaram a campanha salarial em abril e paralisaram a produção na segunda-feira, 14. A fábrica da Mercedes-Benz no ABC tem 8 mil trabalhadores.
Na quinta-feira, 17, ocorre assembleia na Scania, também motivada por reajuste salarial e PLR.