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Metalúrgicos rejeitam proposta salarial da GM

Em assembleia realizada nesta quinta-feira, 6, os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos (SP) rejeitaram a proposta da montadora apresentada na reunião de quarta-feira, de 2% de aumento real mais inflação, a partir de novembro, e abono de R$ 2,5 mil. A negociação é em conjunto com o sindicato de São Caetano, região metropolitana de São Paulo, onde a proposta também foi rejeitada. Os metalúrgicos têm como data-base o dia 1º de setembro.
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Redação AB

06 set 2012

2 minutos de leitura

Segundo o sindicato de São José dos Campos, um aviso de greve para a montadora será protocolado ainda nesta quinta-feira, o que dá à GM um prazo de 48 horas para apresentar uma nova proposta.

Na próxima semana, os metalúrgicos da região iniciam uma escalada de paralisações como forma de pressionar as empresas a aumentarem suas propostas de reajustes salariais.

AUDIÊNCIA NO SENADO

O sindicato informa que está agendada para 16 de outubro uma audiência pública no Senado, onde será debatida a demissão na GM de São José dos Campos. A pedido da CSP-Conlutas, a audiência foi marcada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Foram convidados para participar representantes do governo federal, CSP-Conlutas, sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos e da General Motors.

“Além do governo Federal, temos de envolver o congresso nacional nesta discussão. Vamos reafirmar nossa exigência de que a presidente Dilma assine uma medida provisória em que toda empresa beneficiada por redução ou isenção fiscal seja proibida de demitir. Esta mesma medida também deve valer para empresas que importam para comercializar seus produtos no Brasil, como é o caso da GM. O governo precisa proibir as demissões e cobrar geração de empregos. Esta é nossa reivindicação”, disse em nota o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros.