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Metrô de BH finalmente vai ganhar expansão: edital sai até maio

Obras incluem ampliação da linha 1 e criação da linha 2
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Victor Bianchin

14 mar 2022

2 minutos de leitura

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O subsecretário de Transportes do estado de Minas Gerais, Gabriel Fajardo, anunciou ao jornal Diário do Comércio que o governo vai abrir edital para licitação da linha 2 do metrô da capital, Belo Horizonte, até o começo de maio. As obras vão custar R$ 3,2 bilhões para os cofres públicos e espera-se mais R$ 500 milhões da iniciativa privada.

A expectativa é de que a linha 2 entre em operação em 2027. Ela terá interligação com a linha 1 na estação Nova Suíça e irá até a estação Barreiro. Além de sua construção, o projeto ainda inclui a expansão da linha 1 do metrô, a única de BH atualmente, inaugurada em 1986, com a construção de um trecho até Nova Eldorado.

A expansão da rede é uma promessa antiga aos moradores da região, mas que foi afetada por problemas legais. De acordo com a Constituição de 1988, o transporte de passageiros intermunicipais é responsabilidade dos governos estaduais. Só que a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), empresa federal que administra o sistema metroviário da capital, foi criada antes disso.

Com o passar dos anos, a CBTU nunca foi transferida ao governo de Minas, permanecendo encarregada de operar o metrô. Com isso, o governo estadual se viu impedido de fazer os avanços necessários, diferentemente do que aconteceu em São Paulo, por exemplo, quando o governo estadual assumiu a gestão do metrô nos anos 80. Como o metrô de BH gera prejuízo à União, nunca houve interesse do governo federal em ampliar a rede.

Atualmente, o sistema passa por uma transição legal. A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) deve assumir a gestão e conceder a operação à iniciativa privada. Para ser finalizado, o procedimento aguarda apenas a assinatura de acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU). Feito isso, os editais de licitação poderão ser lançados. 

Diferentemente do que ocorre em São Paulo, em que o governo realiza as obras de infraestrutura e depois atribui a operação a alguma empresa, em Minas Gerais a própria concessionária é quem irá tocar a obra, só que com dinheiro público. O governo federal vai entrar com R$ 2,8 bilhões e o governo de Minas, por sua vez, trará R$ 428 milhões oriundos do acordo feito com a Vale por causa da tragédia de Brumadinho.