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Metrô do Rio retoma obras da estação Gávea, prevista para 2028

Empresa que admnistra o modal atualmente terá a concessão da linha até 2048
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Redação AB

14 abr 2025

2 minutos de leitura

O Governo do Estado do Rio de Janeiro prometeu retomar as obras da estação Gávea da Linha 4 do metrô. Elas haviam sido iniciadas em 2012 com o plano de deixar a estação pronta até as Olimpíadas de 2016, mas foram interrompidas em 2015.

De lá para cá, houve cinco novos adiamentos para a retomada das obras, que permaneceram paradas.

Agora, o governo fluminense firmou um acordo com a concessionária MetrôRio, que irá investir R$ 600 milhões no projeto e assumirá a responsabilidade pela conclusão da obra. Em contrapartida, o estado entrará com outros R$ 97 milhões e estenderá a concessão da linha até 2048.

Até o anúncio da reomadas das obras, a concessão da Linha 4 do metrô era da Metrô RioBarra, enquanto a MetrôRio cuidava do restante das linhas. Agora, a MetrôRio será responsável por todo o sistema metroviário da cidade.

Estação Gávea do Metrô tem até fundo de reserva

Além dos recursos anunciados para concluir o projeto, o governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou que o governo irá reservar mais R$ 300 milhões para a obra, caso surja a necessidade de novos aportes durante a execução. A destinação da verba já havia sido anunciada no ano passado.

“Eu vou colocar isso no orçamento do ano em que eu for sair, já vou colocar para que isso continue garantido, apesar de dificilmente ter necessidade”, disse ele nesta quinta.

Apenas um trecho de 60 metros precisará ser escavado, conectando a Gávea à estação de São Conrado/Rocinha.

“O trecho entre a Gávea e São Conrado poderá ser percorrido em dois minutos no máximo. E há o potencial de construção futura, pegando a partir da Gávea, e expandir a linha em direção ao Jardim Botânico e à Tijuca”, afirmou Guilherme Ramalho, diretor-presidente do MetrôRio.

Com isso, a escavadora conhecida como “tatuzão” não deverá ser usada. 

Para diminuir os custos, o acesso à estação a partir da rua será feito com três elevadores de grande porte e escadas fixas, sem a presença de escadas rolantes. Esse sistema é visto em algumas estações de metrô mais antigas de Londres, por exemplo. O acesso principal deverá ser ao lado do campus da PUC-Rio.

Durante o evento, o governador também descartou a possibilidade de adiar o aumento da tarifa do metrô carioca, que subiu para R$ 7,90 – é o mais caro do país.

A Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram-RJ) estava tentando implementar uma tarifa única nos transportes da região metropolitana, mas o acordo não foi assinado. Castro afirmou que reduzir a tarifa do MetrôRio agora seria um “ato eleitoreiro”.