Segundo o Portal Automotriz, Guajardo informou que na próxima segunda-feira, dia 16, se reunirá com representantes do governo argentino e na semana seguinte com os do governo brasileiro para abordar o assunto sobre o sistema de cotas imposto pelos dois países parceiros em 2012 e cujos prazos terminam no próximo mês.
“Como secretário da Economia do México, vou colocar sobre a mesa o que for necessário para que regressemos ao livre comércio”, enfatizou.
Ele também disse que em caso de não cumprimento do acordo, o México poderá recorrer à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), organização regional em que foi assinado o Acordo de Complementação Econômica 55 (ACE 55), sobre o livre comércio de automóveis entre os três países.
Por sua vez, o presidente da Amia, Eduardo Solis, observou: “As três associações – Amia (México), Anfavea (Brasil) e Adefa (Argentina) – concordaram em buscar seus respectivos governos para expressar nosso apoio ao ACE 55, para a reabertura do livre comércio”.
AS COTAS
Há exatos 3 anos, em fevereiro de 2012, após registrar déficit na balança comercial em favor do México, o Brasil revisou o acordo de livre comércio que mantinha com o país, impondo a medida de cotas de importação, para as quais não incidiriam o imposto de importação de 35%. Elas foram definidas com os valores de US$ 1,45 bilhão em 2012, US$ 1,56 bilhão em 2013 e US$ 1,64 bilhão em 2014 (leia aqui).
Pelo mesmo motivo, a Argentina definiu o sistema de cota também a partir de 2012, sendo o mesmo valor para os três anos seguintes. Os países haviam concordado com o limite de US$ 600 milhões em veículos provenientes do México com destino à Argentina, sem a incidência da tarifa de 35%, fixada pelo governo argentino naquele ano (leia aqui).