
As exportações mexicanas, que também atingiram recorde em 2014, fazem inveja a qualquer país com a ambição de se tornar um fabricante global. Foram exportados 2,64 milhões de veículos, 82% do total fabricado ali, com a maior parte destinada aos mercados sócios do Nafta (Estados Unidos e Canadá) e países asiáticos, além de outra parcela menos significativa embarcada para o Brasil. Enquanto isso, as vendas internas do país permaneceram menos expressivas, com 1,13 milhão de carros. Ainda assim, o patamar é 6,8% superior ao de 2013. “O crescimento que tivemos em produção e exportação é espetacular”, avalia Eduardo Solís, presidente da Amia.
O crescimento da fabricação de veículos no país recebeu impulso extra com o início da operação de três novas plantas, Nissan, Honda e Mazda, além da expansão de unidades já existentes. Com o resultado de 2014, o México conclui um ciclo de 10 anos em que praticamente duplicou a produção. Atualmente saem das linhas de lá cerca de 19% do total fabricado na América do Norte. Essa participação pode aumentar para 27% até 2020 com a entrada em atividade de quatro fábricas previstas para o período: BMW, Audi, uma planta fruto de parceria entre Mercedes-Benz e Infiniti/Nissan e uma unidade da Kia.