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MG: chineses com alma inglesa à venda no Brasil

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12 jul 2011

5 minutos de leitura

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Mário Curcio

Nesta terça-feira, 12, Automotive Business conferiu de perto os carros MG550 e MG6, dois modelos familiares trazidos pela Forest Trade, importadora independente com tradição em trazer ao Brasil esportivos como Lamborghini e Mustang Shelby, por exemplo. Os MG podem ser vistos em um showroom na Avenida Europa, ao lado de outras marcas de prestígio. Mais em conta, o modelo 550 tem preço sugerido de R$ 94.789. O MG6 é vendido por R$ 99.789.

Os MG trazidos para cá são produzidos em Xangai pela Saic, companhia chinesa que detém o controle da marca inglesa desde 2004. Contudo, os centros tecnológico, de estilo e de engenharia da MG continuam em seu país de origem, a Inglaterra. E os carros que abastecem o Reino Unido e toda a Europa são montados em Longbridge, em Birmingham.

A garantia oferecida aqui é de sete anos. A conta utilizada pela Forest Trade para definir esse número é curiosa: “Pegamos a maior garantia oferecida no exterior, que é de dez anos, descontamos 20% por conta de nosso piso ruim, outros 10% em razão do combustível de má qualidade e estabelecemos estes sete anos”, afirma Márcio Milani, diretor de marketing.

Segundo o executivo, os carros foram reprogramados para rodar “com até 40% de álcool ou outras coisas adicionadas à gasolina”, diz Milani. Ele conta que os técnicos ingleses ficaram inconformados com a má qualidade da gasolina que encontraram aqui: “Nas análises que fizeram, houve até mesmo uma substância que eles não conseguiram identificar.”

Até o fim de julho entra em funcionamento a primeira assistência técnica da marca, na Avenida dos Bandeirantes, mesmo lugar onde haverá a primeira concessionária plena da cidade de São Paulo. Toda a rede neste Estado pertencerá à Forest Trade, que nomeará grupos locais em outras unidades da federação. Curitiba (PR) terá em breve uma revenda, depois Florianópolis (SC), Rio e Janeiro (RJ). “Até o fim do ano haverá entre 14 e 18 lojas”, estima o presidente da importadora, Juarez de Souza, que quer ver abertas revendas MG em outras capitais como Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Salvador (BA) e Recife (PE).

Parece um número inflacionado se considerarmos que os primeiros carros só começam a ser entregues em agosto (de acordo com a Forest há 200 unidades no Porto de Vitória, ES). A atual previsão de vendas para 2011, de 800 unidades, entra em conflito com a informação dada pela empresa há pouco mais de um mês: em 8 de junho, a Forest Trade falava em “pelo menos 1,2 mil carros este ano”. A projeção também não combina com a pretensão de venda de 1.500 carros até agosto do ano que vem, quando a marca completar um ano de vendas.

Com veículos completos e ostentando o logotipo MG na grade dianteira, a Forest Trade quer atrair compradores outras marcas de prestígio: “Nossos carros custam cerca de 20% a menos que Audi, BMW e Mercedes-Benz”, afirma Milani. Em novembro chegarão dois outros modelos, o MG3 (R$ 57 mil) e o MG350 (R$ 67,5 mil), este último um sedã médio que o importador pretende trazer para brigar com o VW Jetta.

Completos, mas sem surpresas


À esquerda, o MG6, um hatchback com apelo esportivo e preço sugerido de R$ 99.789. O da direita é o sedã MG550, de R$ 94.789. Os dois são equipados com motor 1.8 turbo de 170 cv e vêm completos: teto solar, bancos elétricos, ABS, controle de tração…

Embora não tenham nenhum detalhe interno de cair o queixo, os MG550 e MG6 são bem completos e tudo é de série: ar-condicionado digital com duas zonas distintas de temperatura, couro, bancos dianteiros com regulagem elétrica, teto solar elétrico, sistema de som com oito alto-falantes, câmera de ré e sensor traseiro de estacionamento, entre outros. A segurança é reforçada por seis airbags, freios com ABS, controles eletrônicos de tração e estabilidade e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.

A estabilidade é também um destaque dos modelos. A carroceria se inclina pouco, mesmo em curvas bem fechadas. O motor 1.8 turbo é até animadinho: produz 170 cv e trabalha em conjunto com um câmbio automático de cinco marchas que permite trocas manuais. Em rotações abaixo de 3.000 giros, porém, as reações do carro são meio lentas, o que prejudica as retomadas de velocidade e as saídas de curvas.

Os dois modelos têm bom espaço interno. Os porta-malas são diferentes. Com desenho mais convencional, o sedã MG550 leva até 458 litros de bagagem. Com características de um hatchback, o MG6 tem porta-malas um pouco menor, para 429 litros, mas essa capacidade é ampliada para 1.379 litros com o rebatimento do banco traseiro.