
O presidente do Grupo Michelin, Michel Rollier, falou positivamente sobre a nova fábrica no Rio de Janeiro, a terceira no País e no estado carioca. A unidade produzirá pneus para veículos de passeio e a expectativa do dirigente é que as vendas na América do Sul dobrem com o empreendimento. O início das operações está prometido para 2012.
De acordo com Rollier, a fabricante possui atualmente três grandes projetos de expansão, todos nos países do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China. Dos quatro, apenas a Rússia ficou de fora dos aportes da Michelin.
No Brasil, aproximadamente US$ 400 milhões serão destinados para a nova planta em Itatiaia, RJ, que começou neste ano o processo de terraplanagem. Esse montante está dentro do pacote de US$ 1 bilhão.
Caminhões
O diretor mundial de pneus de carga da Michelin, Pete Selleck, afirmou que há um ano não acreditaria sobre a forte recuperação do mercado brasileiro. Confirmando as reclamações das montadoras sobre a falta de pneus para caminhões no País, o executivo salientou que o problema atinge todas as fabricantes.
A Michelin, segundo ele, está recorrendo à importação para tentar atender a demanda do mercado doméstico. “Estamos importando de outras plantas até expandir nossas fábricas locais, Estamos trabalhando muito duro para reduzir os impactos”, afirmou Selleck. A importação já atinge 30% das vendas domésticas.
Segundo o executivo, as fábricas do Rio e da Colômbia, responsáveis pela produção de pneus de carga, estão trabalhando a plena capacidade. A projeção é que a produção seja incrementada em 30% nos próximos anos, para que o atendimento da demanda seja feito localmente.
O presidente Lula, que participou da cerimônia de abertura do Challenge Bibendum, já havia brincado com Michel Rollier. “A Michelin só tem motivos para sorrir com o desempenho do mercado brasileiro”.