
“Estamos passando por uma forte expansão na unidade. Devemos produzir este ano 1,5 milhão de pneus e a meta é chegar a mais de 4 milhões no ano que vem. Do total produzido na planta, 20% serão vendidos para montadoras e 80% para o mercado de reposição”, declara Damien Destremau, diretor geral de pneus de veículos de passeio, caminhonetes e motos da Michelin América do Sul.
Os € 300 milhões injetados na unidade fabril são parte de um plano de investimento de € 1 bilhão para América do Sul no período de 2006 a 2012. A outra planta brasileira da Michelin, em Campo Grande (RJ), também está sendo ampliada. Até 2014 sua capacidade será aumentada em 30% para 2 milhões de unidades de pneus para caminhões, ônibus e máquinas de construção. Os pontos de vendas acompanham o ritmo. Segundo Destremau, devem passar dos 350 atuais para 700 até 2017, com distribuição por todo o País.
Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado da Michelin, atrás apenas da China e à frente da Rússia e da Índia. O País representa 50% das vendas da marca na América do Sul.
A gama de pneus para carros de passeio vendida pela Michelin no País, formada pelas linhas Energy XM2, lançada no ano passado, e o Primacy 3, que chega em maio, somam juntas 85% das aplicações de pneus na frota de carros de passeio da América do Sul. “Vamos trabalhar forte para abocanhar mais uma fatia dos 15% restantes. A nossa estratégia será lançar ano a ano novidades no mercado nacional”, anuncia o executivo.