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Microchip de identificação chega aos carros em janeiro

A partir de janeiro, cada veículo que circular pelo País poderá ser identificado por um sistema automático. Informações como placa e categoria do veículo estarão armazenadas num microchip fixado no para-brisa e serão captadas pelas antenas da rede de controle operada pelas autoridades de trânsito. Essa tecnologia foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Avançadas Werner von Braun, com financiamento conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Cidades (MCidades), no valor de R$ 5 milhões.
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Redação AB

04 out 2012

2 minutos de leitura

A implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) será gradativa, até junho de 2014. O protótipo que embasa o funcionamento do sistema foi desenvolvido a partir dos requisitos técnicos definidos pelo grupo de trabalho interministerial que trata do assunto (GTI-Siniav) e publicados na Resolução 212/06 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que previa um processo de identificação automática baseado na tecnologia de radiofrequência (RFID). As especificações foram atualizadas em agosto pela Resolução 412/12.

“Esse protocolo, que consiste na comunicação entre o chip e a antena, foi pensado para possibilitar outros usos, tanto públicos como privados. O fato de ser um sistema inédito possibilitou a formalização de registro de patente, que está sendo operacionalizada pelo Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran”, diz o coordenador de Capacitação Tecnológica da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI), José Antônio Silvério.

O mecanismo funciona pela emissão de sinal de um chip de aproximadamente um milímetro quadrado, que integra uma pequena placa eletrônica (tag) a ser instalada no para-brisa. O sinal é captado por antenas espalhadas nas cidades e rodovias, possibilitando o controle do tráfego.

CESSÃO DE PATENTE

A propriedade da patente do dispositivo foi cedida pela instituição ao Denatran, que custeou o pedido de registro no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI/MDIC). Segundo o diretor do Centro von Braun, Dario Thober, a doação ocorreu com objetivo de proteger os conceitos do mecanismo, dando oportunidade de produção a qualquer empresa interessada.

A instalação das tags caberá ao respectivo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no licenciamento dos veículos ou, no caso dos que serão produzidos a partir de janeiro, ao fabricante. Além de placa e categoria, as informações obrigatórias serão: número de série do chip, espécie e tipo do veículo. O serviço prevê a confidencialidade das informações relacionadas ao proprietário, às quais terão acesso – mediante consentimento – apenas empresas aprovadas e associadas ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT).