Iniciativas relacionadas aos ministérios das Minas e Energia e Meio Ambiente têm trazido mais confusão do que benefícios. Basta lembrar o que aconteceu com o programa do Conama em direção às normas de emissão P6.
Divulgando recentemente a Nota Verde de forma abrupta, o ministro Minc colocou em xeque o desenvolvimento do motor flex, que já foi considerado uma bandeira do atual governo. Para alguns, a iniciativa foi boa e levanta uma questão importante. Para outros, a metodologia utilizada induz a erros e não é adequada – seria mais uma trapalhada no âmbito do ministério.
O pré-sal, em momento de alta, ameaça o programa do etanol, que já sofreu um nocaute no passado.
O programa do gás oscila entre altos e baixos.
O uso do diesel para veículos de passageiros volta a debate e o próprio ministro acende as discussões em mais uma área.
“Acho uma péssima ideia liberar o diesel para os carros. O combustível não está no padrão dos outros países e tem maior poluição de enxofre por parte”, disse o ministro Carlos Minc ao jornal Globo. Ele afirmou ainda que vai orientar o Conselho Nacional do Meio Ambiente a não aprovar a idéia.
A proposta de liberar a comercialização do motor diesel para carros de passageiros, hoje restrita a utilitários e veículos comerciais, está sendo estudada pelo ministério das Minas e Energia e projeto de lei está em tramitação no Senado.