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Minérios e cabotagem afetam competitividade

O novo presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, disse aos jornalistas pouco antes de tomar posse no dia 30 de abril, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, que o Brasil é o emergente mais preparado para evoluir no setor automotivo.
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Redação AB

03 mai 2010

1 minutos de leitura

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Ele alertou, no entanto, que o País depende de um choque de competitividade, de um programa nacional com políticas para atração de investimentos e desenvolvimento de tecnologias e inovação. “A ação precisa ser sistêmica e aplicada ao longo de toda a cadeia produtiva”.

O executivo, que também comanda o Grupo Fiat na América Latina, afirmou que há países trabalhando na mesma linha e que o Brasil está pronto para enfrentar o desafio. Lembrando que no exterior há sistemas logísticos mais afinados, Belini sugeriu até mesmo maior atenção ao transporte de cabotagem. “As cegonheiras que levam carros ao nordeste voltam vazias. O transporte em navios pode trazer ganhos”.

Para ele, outro aspecto ligado a competitividade está na raiz da cadeia. “O Brasil exporta montanhas de minérios. O aço lá fora chega a ser 30% mais barato que o nosso” — reclamou. Então, por que não importar? Uma das explicações estaria na maneira de trabalhar da indústria, em regime just in time. Sobre eventual repasse dos custos do aço, ele diz que essa é uma decisão de cada montadora e pode variar para diferentes categorias de veículos.