
A rede de revendasMini tem atualmente 22 pontos de venda e pode ser ampliada em 2020. As lojas atuais são formadas por quatro concessionárias exclusivas da marca e outras 18 que reúnem ora Mini e carros BMW, ora Mini, carros e motos BMW e por fim uma unidade Mini+motos BMW.
“Estamos estudando algumas grandes cidades no interior dos Estados. É mais provável que as próximas lojas reúnam as duas marcas”, afirma o gerente de vendas, produto e preço, Fabrício Molina.
O executivo concedeu entrevista a Automotive Business durante a apresentação dos modelos Countryman e Clubman John Cooper Works ALL4. A ampliação da rede seria um caminho para aumentar as vendas, que no acumulado até outubro somavam 1.317 unidades, registrando ligeira queda de 3,9% ante iguais meses do ano passado.
“Queremos fechar o ano em 1,7 mil unidades”, diz Molina, confiante na aceleração dos resultados até o fim do ano por causa de um evento preparado para 600 potenciais clientes num autódromo no interior de São Paulo.
“Entre 60% e 70% dos compradores de Mini fecham negócio à vista. Alguns já estão em entendimento com as concessionárias e vêm ao autódromo fazer o test drive. É muito grande a possibilidade de eles comprarem o carro depois de acelerar na pista”, estima o executivo.
A atmosfera criada em torno dos potenciais clientes é bem cativante. Em cada canto que se vá existem carros e objetos da marca Mini, sorvetes, comidinhas, espaço kids. Em um totem é possível simular o valor de entrada e parcelas restantes, com saldo em até 36 meses.
“Os concessionários também estão aqui, bem como os executivos de vendas e representantes da Mini Serviços Financeiros”, recorda Molina.
POSSÍVEL VOLTA A ARAQUARI
O executivo admite que a volta da nacionalização de carros Mini na fábrica do grupo em Araquari (SC) está nos planos da companhia, mas não sabe dizer em que ano isso pode ocorrer nem o modelo cogitado. O Mini Countryman começou a ser montado em Santa Catarina em outubro de 2015 e ficou em produção por cerca de um ano.
A retração do mercado brasileiro naquele período, somada à renovação pela qual o Countryman passou em 2017, acabaram inviabilizando continuidade da montagem local.